Evolução
na medicina tem elevado a cura das lesões do joelho
em cerca de 90% dos casos
Atletas
e não atletas de ambos os sexos e de todas as idades
estão sujeitos a lesões, que podem ter causa
congênita ou por traumas. Contudo, a evolução
da tecnologia da medicina esportiva tem elevado os percentuais
de cura dos problemas de joelho em cerca de 90% dos casos.
Ao contrário
do que muitos imaginam, as lesões de joelho são
bastante comuns e não são provocadas apenas
por traumas, podem ser também congênitas. Além
disso, não são apenas os atletas profissionais
ou amadores que correm o risco de adquirir uma lesão
no joelho, os não-atletas também desenvolvem
problemas variados na articulação. “Por
exemplo, cerca de 30% das crianças com idade a partir
de três anos apresentam alguma deformidade de joelho,
cuja principal causa é a genética. Ou seja,
são hereditários”, explica o ortopedista
esportivo e cirurgião de joelho do Hospital São
Luiz, Joaquim Grava.
No entanto, segundo
ele, a boa notícia é que com o advento da ressonância
magnética para o diagnóstico preciso da gravidade
da lesão e dos procedimentos e equipamentos cirúrgicos,
como a artroscopia (procedimento minimamente invasivo, uma
espécie de videocirurgia, que permite visualizar precisamente
as lesões nos tendões e articulações,
além de tratá-las e prevenir a evolução
das mesmas), os índices de cura tem elevado significativamente,
girando em torno de 90% dos casos. “Contudo, é
preciso salientar a importância da fisioterapia no processo
de recuperação das lesões de joelho que
dependem de intervenção cirúrgica. A
fisioterapia é tão fundamental quanto a cirurgia,
é indispensável para o sucesso do tratamento”,
destaca.
O joelho é
uma articulação complexa (tipo dobradiça)
composta por ligamentos cruzados e colaterais, meniscos, tendões
e músculos. Suas funções de movimento
(extensão, rotação e impulsão)
são muito importantes tanto em atletas, quanto em não
atletas. “São muito comuns as lesões
no joelho, a maior parte delas originária de traumas
por esforço, diretos e indiretos e, podem ser isoladas
ou combinadas”, diz o especialista.
“No
entanto, o tratamento das lesões no joelho varia de
acordo com a gravidade das mesmas e pode envolver desde antiinflamatórios,
fisioterapia executada em clínicas especializadas e
até, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos”,
relata Grava. “Daí a importância de
se realizar o diagnóstico preciso do tipo de lesão
e, posteriormente a aplicação de tratamento
adequado”, reforça o especialista.
Traumas
e lesões mais comuns
Segundo Grava,
os chamados traumas diretos são na articulação
e os indiretos quando provocam entorses. Entretanto, podem
acontecer lesões isoladas ou combinadas e as mais
comuns são: a lesão cruzado anterior (LCA
– que afeta o ligamento cruzado anterior, responsável
pela estabilidade do joelho “anteriormente”,
não permitindo o movimento para frente) e a lesão
menisco medial (LMM). As mais graves são as combinadas
LCA e LCP (lesão cruzado posterior – que afeta
o ligamento posterior, responsável pela estabilidade
do joelho “posteriormente”, não permitindo
o movimento para trás), mais ligamentos colaterais,
localizados nas laterais do joelho, responsáveis
pela estabilidade lateral e medial da articulação.
As chamadas
deformidades dos joelhos varo (joelho para fora e perna
para dentro, típico de cavaleiros) e valgo (joelho
para dentro e perna para fora, joelho em “X”)
são os problemas mais comuns congênitos e que
se manifestam por volta dos três ou quatro anos de
idade. “O joelho varo pode ser causado também
pelo raquitismo – deficiência de vitamina D.
É importante chamar a atenção das mães
para este tipo de problema, já que hoje existem ferramentas
na medicina que possibilitam o tratamento adequado, com
excelentes resultados”, explica.
O diagnóstico das lesões causadas por traumas
pode ser clínico com exame de ressonância nuclear
magnética e algumas vezes por via artroscópica
(quando a cavidade articular é analisada com a ajuda
de um aparelho especial chamado artroscópio). “As
lesões meniscais e de cartilagem (chamadas condrais)
evoluem muito bem com a artroscopia, pois é considerada
menos agressiva e invasiva do que as cirurgias convencionais
e possibilita a prevenção de lesões
tardias graves como artrose precoce, além de permitir
recuperação mais rápida”, complementa
Grava.
Os atletas
estão mais sujeitos a lesões, dependendo da
modalidade esportiva. Os surfistas, por exemplo, sofrem
mais com meniscos e ligamentos rompidos devido à
força aplicada em uma manobra, quando o joelho é
forçado a um movimento brusco de rotação.
No voleibol, os saltos constantes e a impulsão vertical
provocam lesões na articulação do joelho.
Os ciclistas reclamam com freqüência de dor nos
membros inferiores e isso se deve, geralmente, a lesões
provocadas pela inadequação das dimensões
da bicicleta ao corpo do atleta. Além destas peculiaridades,
as variações anatômicas de quem pedala,
a intensidade, a forma de treinamento e a duração
dos treinos também são responsáveis
pelo problema.
“O
preparo físico e muscular é importantíssimo,
tanto para atletas como não atletas. Alongar, caminhar,
fazer teste ergométrico periodicamente e manter o
peso com uma alimentação balanceada são
alguns dos procedimentos que devem fazer parte da rotina
de todos. É a melhor forma de manter uma vida saudável
e livre de lesões”, destaca Grava.
Já para
os atletas profissionais, a exigência de preparo físico
é muito maior e mais freqüente. Mesmo assim,
o calendário exaustivo dos campeonatos em grande
parte das modalidades favorece o aparecimento das lesões,
apesar de todos os cuidados dos técnicos e comissões
esportivas.
O aumento da
incidência de lesões no joelho tem sido constatado
em adolescentes, jovens, homens acima de 45 anos e mulheres,
estas últimas porque estão praticando cada
vez mais esporte.
Fonte: Ketchum
Estratégia Assessoria de Comunicação
- Andréa Moraes
andrea.moraes@estrategianet.com
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