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Derrame

Derrame ou acidente vascular cerebral é causa freqüente de mortalidade, principalmente em homens acima de 55 anos. É causado por falta de sangue e, conseqüentemente, de oxigênio, no cérebro, em decorrência de entupimento das artérias ou de rompimento de vasos sangüíneos no cérebro.

Nosso cérebro

O cérebro é dividido em várias partes, cada uma com uma função específica, como o controle das sensações, fala, visão, memória, equilíbrio e coordenação motora. Seu bom funcionamento é garantido pelo oxigênio e pelos nutrientes levados pelo sangue que circula nas artérias. Uma breve interrupção do fluxo sangüíneo pode provocar lesões, que resultam em comprometimento da área afetada.

Nossas artérias

Artérias são vasos sangüíneos de consistência elástica, com superfície interna limpa e macia. Contudo, alguns fatores podem danificá-las, causando enrijecimento ou obstrução.

Entre eles, os mais importantes e comuns são: tabagismo, excesso de colesterol, pressão alta, diabetes, obesidade. O estresse, a falta de exercícios e o aumento da idade também contribuem para a possibilidade de acidentes vasculares, que podem aparecer de forma súbita e fatal, ou em episódios transitórios e rápidos, passageiros, mas significativos como sinais de alerta.

Sinais e sintomas

Dependendo da área cerebral afetada, os sintomas podem variar. De acordo com a área afetada, pode aparecer:

  • Tontura.
  • Perda de equilíbrio.
  • Alterações visuais, como perda temporária de visão de um olho ou visão dupla.
  • Formigamento ou fraqueza em um braço, mão ou perna.
  • Fala enrolada.
  • Dificuldade de compreender o que uma pessoa diz.
  • Dor de cabeça extremamente forte e de início súbito.
  • Falta de sensibilidade em um dos lados dos lados do rosto ou do corpo.

Episódios isquêmicos transitórios, em que ocorre falta de irrigação no cérebro por um curto período de tempo, são "pequenos derrames". Os sintomas são os mesmos, pois há entupimento de artéria por alguns segundos, e devem servir de alerta, pois podem aparecer antes de um derrame maciço.

Fatores que predispõem ao derrame

  • Doenças cardíacas - Arteriosclerose (endurecimento das artérias); ataques cardíacos (entupimentos de artéria que leva sangue ao coração); insuficiência cardíaca (bombeamento insuficiente do sangue para o coração) são problemas vasculares que podem provocar derrame.
  • Hipertensão - A pressão alta, (pressão do sangue igual ou maior que 14 por 9) pode provocar danos à parede das artérias.
  • Fumo - A fumaça do cigarro contém nicotina (que estimula o coração a bater mais rapidamente) e monóxido de carbono (que priva o coração de oxigênio). Esse desequilíbrio prejudica as artérias e a qualidade do sangue bombeado do coração para o resto do corpo, provocando doenças cardíacas e predispondo ao derrame.

Diagnóstico

As vítimas de derrame devem ser submetidas a exames para que se possa localizar a área afetada e perceber o tamanho

  • Testes de imagem - Tomografia computadorizada e Ressonância magnética permitem diagnosticar lesões pequenas e profundas.
  • Testes de atividade elétrica - Eletroencefalograma (eletrodos colocados na cabeça do paciente gravam impulsos elétricos do cérebro, que são impressos no papel em forma de ondas); teste de resposta estimulada (eletrodos gravam impulsos elétricos relacionados coma a audição, visão e sensações do corpo).
  • Testes de fluxo sangüíneo - Quase todos usam a tecnologia do ultra-som. Uma sonda é colocada no pescoço ou na base do crânio, afim de determinar o local da lesão e a gravidade do problema que impede o fluxo normal do sangue para o cérebro.
    • Exames com imagem "B-Mode".
    • Teste Doppler e duplex.
    • Angiografia (arteriografia ou arteriograma), valiosa no diagnóstico de aneurismas e más formações de vasos, especialmente no pré-operatório, pois permite localizar os bloqueios

Formas de tratamento

Quando o derrame acontece, é imprescindível procurar socorro médico de urgência. O tratamento inclui:

  • Medicamentos para diminuir o inchaço do cérebro, impedir a formação de novos coágulos no sangue ou prevenir o aumento dos já existentes.
  • Cirurgia, se recomendada, para remover coágulos e/ou acúmulo de colesterol.
  • Tratamento auxiliar para a respiração e circulação sangüínea.
  • Fisioterapia para reabilitação da fala e aprendizado de novas habilidades substitutivas daquelas perdidas com o derrame.

Formas de prevenção

Para reduzir o risco de derrame:

  • Não fume.
  • Modere seu consumo de bebidas alcoólicas.
  • Mantenha-se com peso saudável, praticando exercícios físicos e controlando sua dieta alimentar.
  • Controle sua pressão arterial. Tome a medicação correta, se seu médico indicar.
  • Reduza seu nível de colesterol para menos de 200mg/dl. Faça, regularmente, exames de sangue para verificar a dosagem.
  • Consuma alimentos pouco gordurosos e com pouco sal.
  • Mantenha o nível de açúcar, no sangue, sob controle, se você for diabético.
  • Aprenda a controlar o estresse.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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