Como todas
especialidades médicas a Traumatologia também
recebeu um avanço espetacular nas últimas
décadas. Tal progresso resulta em oferecer aos pacientes
um tratamento mais eficaz, no sentido de se obter uma recuperação
mais rápida e com melhor resultado funcional. Assim
os tratamentos com internações prolongadas
ou com aparelhos gessados por meses deixaram de ser a regra.
Isso se deve a dois fatos principais, que são conseqüência
das necessidades de qualquer doente de retornar às
suas atividades profissionais e recreativas no menor tempo
possível. Os dois fatos principais são: o
conhecimento dos fatores biológicos e mecânicos
envolvidos na gênese da fratura e no seu tratamento
por um lado, e por outro lado o desenvolvimento de uma tecnologia
de ponta na produção de implantes metálicos
mais eficientes e melhor tolerados pelo organismo. Esses
dois fatos melhoram as perspectivas de recuperação
e diminuem os riscos de complicações, embora
não os eliminem completamente.
Isso não
quer dizer que todas fraturas devam ser tratadas com operação,
mas sim que as fraturas que não necessitam ser operadas
são tratadas com imobilizações mais
eficientes e por períodos mais curtos. Já,
por outro lado, as fraturas que precisam ser operadas, porque
sabidamente o tratamento cirúrgico oferece maior
chance de melhores resultados, são tratadas com operações
cada vez menos agressivas, com incisões menores,
internações mais curtas, sem perder o objetivo
principal do tratamento cirúrgico que é a
estabilização adequada da fratura para permitir
sua cura sem necessitar do uso de imobilizações
externas. Com a imobilização adequada da fratura
é possível movimentar livremente o membro
operado, desde o primeiro dia e sem dor, o que facilita
muito a recuperação funcional, sem o desconforto
e a inconveniência do gesso.
É importante
salientar que os implantes modernos foram todos redesenhados,
tornando-se mais eficientes nas suas funções;
embora a maioria dos implantes seja confeccionada de aço
inoxidável especial para uso médico, nos casos
em que há necessidade, existem implantes feitos de
titânio que, embora mais caros, apresentam vantagens
importantes, como a melhor compatibilidade com o organismo
(menor risco de infecção), a desnecessidade
de se retirar os implantes após a cura da fratura
e a não interferência com os campos magnéticos
gerados na realização do exame de ressonância
magnética.
Com esses progressos
à disposição dos ortopedistas e dos
pacientes, os objetivos do tratamento das fraturas e lesões
ortopédicas - restabelecimento completo da função
no menor tempo possível- são mais facilmente
alcançados, ou seja, o tratamento passa a ser mais
objetivo, com internações mais curtas e recuperação
funcional melhor e mais rápida.