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Novidades no diagnóstico de doenças cardíacas

O diagnóstico por imagem tem-se mostrado especialmente eficaz na cardiologia. Ao fornecer imagens tridimensionais do coração, eles possibilitam saber com precisão a localização e o tamanho das placas de gordura e do depósito de cálcio nas artérias coronárias.

Recentemente, pesquisadores americanos descobriram que o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos suga o cálcio circulante no organismo. Com isto, estabeleceu-se a relação entre a calcificação das artérias e o risco de infarto. Só por meio de uma tomografia é possível identificar a concentração de cálcio nas coronárias. O uso desse tipo de exame para a identificação de doenças cardíacas tem cerca de 8 anos. Até então, a saúde das artérias coronárias só podia ser avaliada por intermédio do cateterismo, inventado em 1929. Como é um procedimento invasivo, o cateterismo exige a internação do paciente por, no mínimo, doze horas, além de oferecer os riscos comuns a toda intervenção cirúrgica, sobretudo infecções.

Diferença no coração de homens e mulheres

Outra frente de pesquisa que tem aprimorado a prevenção e o tratamento das doenças cardíacas se dedica a estabelecer as principais diferenças entre o coração dos homens e o das mulheres.

Há pouco tempo descobriu-se que baixos níveis de HDL são muito mais perigosos para o sexo feminino do que as altas taxas de LDL. No caso dos homens, é justamente o contrário. O grande problema é que as mulheres produzem naturalmente mais HDL. Uma baixa na produção dessa substância acaba, portanto, comprometendo ainda mais o bom funcionamento do organismo feminino. Por isso o tabagismo é pior para elas, já que o cigarro tende a baixar o HDL no sangue. Depois da menopausa, o quadro se agrava ainda mais, com a diminuição da produção de estrógeno, o hormônio sexual feminino por excelência. Isso porque o estrógeno ajuda a impedir o depósito de colesterol ruim nas artérias. Deve-se levar em conta também o diferente peso da diabetes para os dois sexos. Entre as mulheres, a diabetes quintuplica o risco de doenças do coração. Entre os homens, dobra.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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