Ultra-sonografia transvaginal
A
ultra-sonografia transvaginal é um tipo de exame
mais preciso que a ultra-sonografia comum e modernamente
utilizado em gestantes para prevenção de parto
prematuro.
Parto prematuro
O parto, antes
de 37 semanas de gravidez, ocorre em torno de 10 a 20% das
gestantes. Em 1/3 dos casos, deve-se à necessidade
de interrupção da gestação antes
do tempo normal , devido a complicações de
saúde da mãe ou do bebê. Nos outros
2/3, o parto
prematuro é espontâneo e tem várias
causas.
A importância
de identificar a gestante de risco.
Os maiores
desafios para a obstetrícia são a identificação
de gestantes de alto risco para parto prematuro (antes de
33 semanas de gestação) e o planejamento de
procedimentos adequados para salvar a criança.
Sabe-se que:
- A sobrevivência do bebê
de 24 semanas é de apenas 5%, enquanto a daqueles
com 32 semanas sobe para 95%.
- O risco de alterações
psicomotoras graves é de 60% em bebês de 24
semanas e de apenas 5% para os nascidos de 32 semanas.
O
uso da US transvaginal em obstetrícia
Estudos recentes
mostram que a medida do canal cervical, por meio da ultra-sonografia,
pode indicar as gestantes que são de alto risco por
terem tido abortos anteriores, no segundo trimestre de gravidez,
ou partos prematuros de outros filhos.
Resultados de pesquisa
- Pacientes que fizeram o pré-natal
no King´s College Hospital, em Londres, foram submetidas,
com 23 semanas de gestação, a ultra-som transvaginal
para determinar o comprimento do seu canal cervical.
- O comprimento do canal cervical,
no grupo avaliado, apresentou uma curva normal.
- O comprimento médio
foi de 38mm e o percentil 5 e 1 foram, respectivamente,
23mm e 15mm.
- O ponto de corte para pacientes
de alto risco foi de 15mm.
- No grupo que apresentou comprimento
do colo do útero de 15mm ou menos foi constatado
que:
- 65% teriam parto espontâneo
em 32 semanas;
- 80% teriam parto espontâneo
em 30 semanas;
- 100% teriam parto espontâneo
em 26 semanas ou menos.
Conclusões
A medida do
colo do útero de gestantes com 23 semanas de gravidez
permite uma estimativa real do que vai ocorrer nas dez semanas
seguintes. Por isso, a US transvaginal passou a ser procedimento
de rotina em acompanhamento pré-natal.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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