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Os exames indicados pelos cardiologistas O famoso check-up inclui hoje uma série de procedimentos avançados. Alguns têm recursos capazes de mostrar ao médico o estado das coronárias com riqueza de detalhes. Apesar da evolução no diagnóstico, não é preciso desembolsar, logo de cara, uma fortuna para verificar a quantas anda o peito. Há uma escala hierárquica para os testes e a decisão de fazer um exame simples ou complicado dependerá da avaliação de cada paciente. "Os recursos estão cada vez mais eficientes e acessíveis. Nem por isso as pessoas devem fazer testes aleatoriamente", avisa o cardiologista Ângelo Amato Vincenzo de Paola, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Quando é necessário

Segundo Ângelo Amato Vincenzo de Paola, da Unifesp, o ideal é que se faça essa bateria depois dos 40 anos - uma regra que vale para homens e mulheres. Mas o check-up pode ser antecipado se o paciente tiver problemas como a angina, dor no peito que indica obstrução parcial de alguma artéria. A periodicidade depende do caso. Há pessoas que sofreram um infarto e precisam ser analisadas a cada três meses. Outras, com danos menos graves, passam pela reavaliação uma vez por ano. "Agora, quando dá normal o check-up de alguém sem história familiar de doenças cardíacas, que não apresenta fatores de risco e não teve nenhum sintoma, não há motivos para análises freqüentes", tranqüiliza.

A rota do check-up

Pressão
A hipertensão arterial é um mal silencioso. Muita gente tem esse problema e nem desconfia. Por isso, medir a pressão é fundamental e deveria ser um procedimento de rotinas em todas as consultas médicas.

Hölter
Por 24 horas o paciente fica ligado a vários eletrodos, conectados a um aparelho semelhante a um radiotransmissor. Esse equipamento grava a atividade elétrica do coração nesse período. Sua missão é detectar episódios de arritmia. É indicado em casos de desmaio inexplicado, que sugere o risco de uma parada cardíaca.

Ergométrico
O indivíduo sobe numa esteira com eletrodos colados no peito, que ficam ligados a um computador. Ele deve correr até o coração parecer saltar fora. Todo esse esforço serve para avaliar a sua capacidade. Durante o teste, o médico mede a pressão e os batimentos. O exame detecta distúrbios e é essencial para quem vai iniciar uma atividade física.

Cinecoronariografia
É usado como último recurso para saber o que está ocorrendo com as coronárias. Um cateter é inserido em um vaso do braço ou da virilha e viaja até o coração. Os médicos estão injetando um contraste e retrata, com um aparelho de raios X, as imagens ressaltadas pelo líquido. Se há entupimento, pode ser feita uma angioplastia na mesma hora.

Coronariotomografia
Trata-se de uma tomografia ultra-rápida que detecta placas de cálcio nas coronárias, processo que pode levar à arteriosclerose. O exame mostra as artérias em imagens tridimensionais. É indicado para pacientes com vários fatores de risco para doenças cardíacas e que tenham, pelo menos, moderada chance de sofrer alguma obstrução.

Ecocardiograma
Ultra-sonografia feita em repouso ou com esforço que ajuda a encontrar obstáculos nas coronárias. É comum fazer o exame em crianças com sopro no coração - ruído diferente no peito. O teste serve para afastar suspeitas de estenose aórtica congênita, estreitamento na artéria.

Cintilogradia
A princípio, o paciente segue a rotina do teste ergométrico, mas toma a injeção de uma substância que se deposita no coração. No computador, o médico vê o trajeto do líquido por ali. "Desse jeito, analisa a irrigação sangüínea, flagrando entupimento ou aus6encia de sangue", explica o cardiologista Luiz Eduardo Mastrocolla, do Laboratório Fleury, em São Paulo. O exame tira a prova dos nove em casos de suspeita de infarto e serve para avaliar com detalhes as coronárias.

O teste da hora H
Depois de sentir dores insuportáveis no peito, o indivíduo aporta no hospital. Faz um eletrocardiograma, mas os médicos não encontram alterações. Para eliminar qualquer pulga atrás da orelha, é comum submeter o paciente a um exame de sangue. "Quando o infarto ocorre, as células mortas liberam maior quantidade de algumas enzimas, como a creatino fosfoquinase. Se estiverem em níveis elevados no sangue, é porque realmente houve o problema", explica Ari Timmerman, do Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese, em São Paulo.

Fonte: Revista Saúde - março de 2001


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