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Translucência nucal

Os exames por imagem, hoje, permitem à gestante a possibilidade de verificar, ainda no início da gravidez, se o seu bebê é normal. Entre eles, está a ecografia, que, realizada entre 11 e 13 semanas, avalia a translucência nucal.

Translucência nucal

Na nuca do feto, existe uma área com liquido, entre a pele e o tecido subjacente, que aparece como um espaço escuro no exame ecográfico. Esse espaço é chamado de translucência nucal e pode ser medido no exame. Se estiver aumentado, pode ser sinal de doença cromossômica, como a Síndrome de Down, Síndrome de Turner e de outras mais raras.

Como é feita a avaliação dessa medida?

A medida da TN é analisada por um programa de computador que considera a idade gestacional e calcula o risco ajustado de o bebê apresentar um defeito cromossômico.

Todas as mulheres correm o risco de ter um filho anormal?

Todas as gestantes correm o risco de dar a luz a um bebê com defeito cromossômico. Esse risco, que aumenta com a idade, chama-se risco inicial. Uma mulher de 25 anos tem risco inicial de 1/430; uma de 35 anos tem risco de 1/ 125.

O que é risco ajustado?

Chama-se de "ajustado" o risco individual, calculado para uma determinada gestante. Dependendo da medida da TN esse risco pode aumentar ou diminuir. Uma mulher grávida pode passar de um risco inicial de 1/400 para 1/2300, o que significa uma redução considerável na possibilidade de ter um feto doente. Se a TN do feto está aumentada, o risco ajustado pode subir, por exemplo, para 1/18. Isso significa que, de 18 mulheres, uma terá um bebê defeituoso.

O que fazer?

Se a gestante considerar o risco muito alto, poderá optar por submeter-se à amniocentese ou à biópsia da vilosidade coriônica, exames de diagnóstico genético que oferecem maior precisão. A amniocentese consiste na retirada, com agulha fina, na 16ª semana de gestação de uma pequena porção do liquido amniótico, que será enviado para análise em laboratório. A biópsia coriônica, realizada entre 11 e 13 semanas de gravidez, coleta uma pequena amostra de células fetais. A informação sobre os cromossomos do feto fornece dados sobre a possibilidade de más formações estruturais e doenças genéticas, como a Síndrome de Down e de Turner.

A Trânslucência nucal calcula o risco, mas não fornece diagnóstico preciso.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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