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- Anamnese
Idade:
Tem particular importância uma vez que em pacientes
abaixo de 35 anos a chance de malignidade é bastante
pequena, enquanto que em pacientes acima de 50 anos mais
da metade dos NPS são malignos.
Fatores de risco: História de tabagismo
constitui fator de risco significativo não apenas
para carcinomas broncogênicos mas também para
tumores de outras linhagens. A presença de antecedentes
de neoplasias prévias eleva a chance do diagnóstico
de tumor metastático. Exposição a carcinógenos.
2 - Radiografia de
tórax
Em geral é
responsável pelo encontro do NPS e na maioria das
vezes não evidencia outros achados que auxiliem no
diagnóstico definitivo. Em todos os casos, deve-se
sempre que possível, comparar com exames anteriores,
caso estes existam, bem como correlacionar com sinais e
sintomas clínicos. Um aspecto importante na avaliação
inicial de um Raio X de tórax, com NPS é certificar-se
de que o achado é realmente um nódulo; 20%
das suspeitas de NPS são fraturas de costelas, lesões
de pele ou áreas de maior opacificação.
Muitas destas dúvidas podem ser resolvidas com o
uso da fluoroscopia de tórax.
3 - Tomografia computadorizada
(TC) de tórax com cortes finos (helicoidal)
Constitui o
exame de maior importância uma vez que a TC de tórax
permite melhor caracterização do nódulo
e do mediastino, fornecendo critérios de benignidade
ou de malignidade; assim como uma melhor localização,
o que permite maior acurácia na obtenção
de fragmentos por biópsias, nos casos em que se façam
necessários tais procedimentos. Geralmente
quanto menor o nódulo, maior a chance de benignidade:
80% dos nódulos benignos são menores do que
2 cm de diâmetro. Entretanto, apenas o tamanho pequeno
não exclui malignidade, pois 15% dos nódulos
malignos são menores do que 1cm de diâmetro
e aproximadamente 42% são menores do que 2 cm.
As margens
e contornos dos nódulos podem ser classificados em
lisos, lobulados, irregulares ou espiculados. Apesar da
maioria dos nódulos com contornos lisos e margens
bem definidas serem benignos, estes aspectos não
são exclusivos de causa benigna, pois 21% dos nódulos
malignos apresentam margens bem definidas. Outro
aspecto importante na avaliação de uma TC
com NPS, é a presença de gordura ou determinados
padrões de calcificação, que sugerem
fortemente uma causa benigna. Caso a avaliação
das características do nódulo não sejam
suficientes para definir um padrão de benignidade,
o estudo tomográfico pode ser complementado com avaliação
das características do NPS após injeção
de meio de contraste EV. Baseado na premissa de que os nódulos
malignos tem um padrão de vascularização
diferente dos nódulos benignos, avalia-se o realce
do nódulo observando que se houver um realce menor
que 15 UH a probabilidade deste nódulo ser benigno
é bastante alta.
4 - Tomografia por
emissão de pósitrons (PET)
A PET vem sendo
cada vez mais utilizada na diferenciação entre
nódulos malignos e benignos; este método utiliza
um análogo radioativo da glicose (18FDG-fluordeoxiglicose).
O aumento do metabolismo da glicose nos tumores resulta
em uma maior captação e acúmulo do
FDG, permitindo uma diferenciação entre nódulos
benignos e malignos.
Lesões com baixa captação de FDG devem
ser consideradas benignas. Entretanto, estas lesões
devem ser seguidas radiologicamente porque resultados falso-negativos,
apesar de raros, podem ser vistos em tumores malignos primários
do pulmão, como os tumores carcinóides e o
carcinoma bronquioloalveolar. NPS com alta captação
de FDG devem ser considerados malignos; resultados falso-positivos
podem ocorrer na presença de processos infecciosos
ou inflamatórios, como por exemplo, tuberculose e
histoplasmose, sendo uma limitação importante
em locais com altas prevalência destas doenças.
Após a obtenção dos estudos radiológicos
e de uma história clínica acurada, três
são os caminhos a se considerar na investigação
do NPS:
A - Observação
Para os pacientes em que tanto a história clínica
quanto os achados radiológicos caracterizam baixo
risco de malignidade (nódulos com margens bem definidas,
< 35 anos e não fumantes).
B - Biópsia
Para pacientes em que o risco é duvidoso, deve-se
optar sempre pela obtenção de uma amostra
de tecido para análise anatomopatológica.
Esta amostra pode ser obtida de várias maneiras,
a depender da localização e do tamanho do
tumor. As formas menos
invasivas de diagnóstico são a biópsia
transbrônquica (guiada ou não por radioscopia)
e a biópsia transtorácica (guiada ou não
por tomografia). Estas são formas com baixa morbidade,
mas que de acordo com o tamanho e a localização
do tumor podem apresentar baixa sensibilidade para o diagnóstico.
Nos casos em que o diagnóstico não pode ser
obtido de forma menos invasiva, em pacientes de risco, opta-se
pela realização de procedimentos cirúrgicos
sejam eles a biópsia a céu aberto ou video-assistida.
C - Ressecção
Em pacientes com alto risco de malignidade, definido pelos
achados clínicos e radiológicos já
mencionados (nódulos com margens mal definidas, >
35 anos, fumantes) e sem contra-indicações
cirúrgicas de maior importância, a indicação
de ressecção pode ser feita diretamente, mesmo
sem o diagnóstico histológico estabelecido
previamente.