Diagnóstico
de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2)
Segundo consensos,
não é recomendado o rastreamento na população
em geral. Dessa forma preconiza-se o rastreamento de diabetes
nos indivíduos com os seguintes fatores de risco:
- Idade maior que 45 anos,
a cada três anos a cincos anos, utilizando a glicose
plasmática de jejum;
- Rastreamento mais freqüente
(um a três anos) ou mais precoce (antes dos 45 anos),
ou empregar a curva glicêmica nas seguintes situações:
- se houver evidência
de dois ou mais componentes da síndrome plurimetabólica
(obesidade HDL- colesterol baixo ou triglicérides
elevados, hipertensão arterial e doença
cardiovascular);
- nas mulheres que apresentaram
diabetes gestacional prévio;
- nos indivíduos
que além, de estarem acima dos 45 anos, apresentam
dois ou mais dos seguintes fatores de risco:
- história
familiar de diabetes (pais, filhos, irmãos)
- excesso de peso
(IMC_> 25 kg/m²);
- sedentarismo;
- HDL-colesterol
baixo ou triglicérides elevados;
- Hipertensão
arterial
- Diabetes gestacional
prévio;
- Macrossomia ou
história de abortos de repetição
ou mortalidade perinatal;
- Uso de medicação
hiperglicemante (corticisteróides, tiazídicos,
betabloqueadores);
- S índrome
dos ovários policísticos;
- O rastreamento deve ser
feito anualmente, ou mesmo em períodos mais curtos,
nas seguintes situações:
- glicemia de jejum alterada
ou intolerância à glicose;
- presença de
complicações compatíveis com
diabetes mellitus;
- hipertensão
arterial;
- doença coronariana.
Diabetes
mellitus tipo 2 e risco de doença cardiovascular
Indivíduos
portadores de diabetes mellitus apresentam um risco elevado
de mortalidade associado á doença cardiovascular.
Quando comparados à população geral,
tal risco é duas a três vezes mais elevado.
Na presença de diabetes mellitus, observa-se um desenvolvimento
precoce de doença cardiovascular em ambos os sexos.
A Associação
Americana de Diabetes (ADA) recomenda um controle glicêmico
adequado e identificação acompanhada de tratamento
agressivo dos fatores de risco para doença cardiovascular
que eventualmente estejam associados. Nesse sentido, os
níveis limítrofes laboratoriais para pacientes
potadores de diabetes mellitus tipo 2 são mais rigorosos
para lípides e pressão arterial que os níveis
recomendados para a população geral (tabela
I)
Tabela I –
Recomendado da ADA para controle de faotres de risco cardiovascular
em portadores de diabetes mellitus tipo2
- Pressão Arterial
menor que 130/80 mm Hg;
- LDL colesterol menor que 100 mg/dL;
- Triglicérides menor que 150 mg/dL;
- HDL colesterol maior que 40 mg/dL;
- Hemoglobina glicada menor que 7%. |
Observações:
- Tanto a dosagem da glicemia
de jejum quanto à realização do teste
de tolerância à glicose oral são adequados
para o diagnóstico de DM. Entretanto, a determinação
da glicemia de jejum é considerada o melhor teste,
por ser mais rápido, simples e barato;
- Considera-se glicemia de
jejum inapropriada uma glicemia maior ou igual a 100 mg/L
e menor que 126mg/dL. Uma glicemia de jejum inapropriada
pode ser indicativa da necessidade de realização
de teste de tolerância à glicose oral;
- Considera-se tolerância
à glicose diminuída uma glicemia maior ou
igual a 140mg/dL e menor que 200mg/dL após 120
minutos e sobrecarga oral com 75g de glicose;
- A dosagem de hemoglobina
glicada é importante para avaliação
do controle glicêmico, mas não é recomendada
para o rastreamento e diagnóstico de DM.
| Fonte: |
Dr. André F. Reis – CRM
75.487
Dr.
José Gilberto Vieira – CRM 17.437
Dr. Omar M. Hauache – CRM 69.957
Dr. Rui M.B. Maciel – CRM 16.266
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