Diabetes
14 de novembro
- Dia Mundial do Diabetes. Todos os anos, desde 1991, a
International Diabetes Federation (IDF) promove um tema,
com o intuito de conscientizar a população
sobre as causas, os sintomas, o tratamento e as complicações
associadas ao diabetes, além de alertar sobre o aumento
da incidência da doença. Desta vez, o assunto
é Pé Diabético e a campanha tem como
slogan "Dê um passo à frente. Previna
as amputações".
Sabe-se que
15 a 20% dos pacientes diabéticos portadores de alguma
neuropatia não o sabem, pois não têm
sintoma; e 50% dos pacientes diabéticos com mais
de 20 anos de doença têm diminuição
ou perda da sensibilidade nos pés. Segundo a Sociedade
Brasileira de Diabetes (SBD), cerca de 70% das amputações
da extremidade inferior estão relacionadas ao diabetes.
Em virtude
das alterações neuromusculares, os pés
de diabéticos sofrem transformações,
criando novos pontos de pressão, que facilitam o
aparecimento de ulcerações. Além disso,
o paciente vai perdendo a sensibilidade e não percebe
que feridas estão se desenvolvendo. A infecção
dessas feridas pode levar à amputação.
Por meio do
exame do Pé Diabético é possível
identificar os novos locais de pressão e a adoção
de medidas que possam proteger o paciente, como a confecção
de palmilhas e indicação de calçados
especiais. "Este exame é comparável ao
exame do fundo de olho, em sua importância. Nos últimos
anos, os pés têm sido alvo de grande interesse
entre a comunidade médica e científica, que
cuidam de pacientes com diabetes. Examiná-los de
forma objetiva e especializada é uma das novas recomendações
destas entidades, mesmo que não haja nenhum sintoma",
explica o Dr. André Reis, assessor médico
da área de diabetes do Fleury.
Além
disso, o auto-exame diário ajuda no acompanhamento
de qualquer alteração significativa. Neste
caso, é aconselhável que um médico
seja procurado imediatamente. "Esta avaliação
deve fazer parte da rotina laboratorial de todos os pacientes
com diabetes, em razão do profundo impacto da evolução
das complicações nos pés desses pacientes",
completa Reis.
Confira aqui
as recomendações da Sociedade Brasileira de
de Diabetes:
O
que fazer para evitar as úlceras
- Observe
os pés diariamente para detectar bolhas, cortes,
mudanças de cor, inchaços ou feridas;
- Quando não puder realizar o auto-exame, peça
a ajuda de alguém;
- Evite andar descalço, mesmo dentro de casa;
- Use calçados adequados, dentro ou fora de casa;
- Sempre use meias e dê preferências às
sem costura;
- Mantenha a pele bem hidratada, mas evite a área
entre os dedos;
- Corte as unhas bem retas e lixe as partes afiadas;
- Eventuais feridas devem ser mantidas cobertas;
- Consulte regularmente seu médico.
O
que não fazer
- Evite sapatos
de bico fino, saltos, sandálias de tiras ou fivelas;
- Ao lavar-se, não deixe água muito quente
cair em seus pés (não ultrapasse os 37º
C);
- Não utilize aquecedores nem bolsas de água
quente nos pés;
- Nunca use remédios para calos, nem use alicates,
tesourinhas, etc;
- Evite o excesso de peso;
- Não fume;
- Não utilize jóias ou bijuterias nos pés.
Exame
do Pé Diabético
O
exame tem como objetivo detectar precocemente alterações
na sensibilidade e na circulação dos pés,
entre outras alterações comuns aos diabéticos,
e que possam gerar riscos de agravamento, se não
forem tratadas no início.
O Exame do
Pé Diabético é inédito no segmento
de laboratórios. No Fleury, a avaliação
inclui vários testes de sensibilidade, de circulação
e da forma de apoio ou "pisada", que pode também
gerar ferimentos, reunindo conhecimentos de dermatologia,
neurologia, podologia, ortopedia e da parte circulatória,
globalmente. "É como se fosse um "check-up"
dos pés, para diagnosticar e prevenir as complicações
do diabetes", finaliza Reis.
Veja as perguntas
e respostas mais freqüentes sobre o exame:
Qual
a finalidade do exame do Pé Diabético?
A finalidade deste exame é detectar precocemente
alterações na sensibilidade dos pés,
na circulação do sangue nas pernas e ainda
verifica o tipo de pisada que o paciente tem. Isto evita
a evolução para quadros mais avançados
(úlceras, gangrena e amputação).
Quais
são os pacientes que deveriam fazer o exame?
Praticamente todos que têm diabetes. Esse exame é
comparável ao exame do fundo de olho. Desde o primeiro
ano de diagnóstico de diabetes os médicos
recomendam realizá-lo anualmente. Lembramos que boa
parte dos diabéticos recebe seu diagnóstico
quando já se passaram alguns anos do início
da doença.
Mesmo se o paciente não tem nenhuma queixa é
necessário realizar o exame?
Sim. Nos últimos anos, os pés têm sido
alvo de interesse muito grande em várias sociedades
e associações científicas que cuidam
de pacientes com diabetes. Examinar os pés de forma
objetiva, organizada e especializada é uma das novas
recomendações dessas entidades, mesmo se não
houver nenhum sintoma. O exame adequado dos pés pode
fornecer alto grau de prevenção contra as
complicações que podem ocorrer (úlceras
e mesmo amputações).
Qual
a vantagem de fazer este exame? Se
a sensibilidade não estiver boa, há alguma
coisa a fazer?
A vantagem é que o paciente pode receber orientação
sobre alguns cuidados especiais que deve tomar, e se já
tiver alguma alteração, seu médico
poderá indicar-lhe o tratamento mais adequado.
E se tiver problemas de circulação? Há
o que fazer?
Sim. A melhor saída para quem tem problemas de circulação
é saber rapidamente. Há diversos tratamentos.
Este
exame é novo? Como nunca ouvi falar?
Não. A avaliação dos pés dos
diabéticos é preconizada há muitos
anos por várias entidades científicas. Na
realidade é a primeira vez que um grande laboratório
coloca à disposição da população
um exame como este. Acontece que este exame é um
pouco diferente da maioria, realizado através da
coleta de sangue ou mesmo através de uma radiografia
ou ultra-sonografia. Este exame envolve vários testes
diferentes de sensibilidade, de circulação,
do apoio dos pés, e reúne conhecimentos de
dermatologia, neurologia, ortopedia e da parte circulatória
num só exame. É como se fosse um "check-up"
dos pés, para diagnosticar e prevenir as complicações
do diabetes que podem acometer os pés.
Este
exame é muito doloroso? Quanto tempo demora?
Não. O exame não causa nenhum desconforto.
Demora de 40 a 50 minutos para ser realizado.


Veja
alguns dados sobre diabetes:
- Há
194 milhões de pessoas com diabetes no mundo. Esse
número deve chegar a 330 milhões em 2025.
- Mais de 1
bilhão de adultos ao redor do mundo apresentam excesso
de peso e pelo menos 300 milhões deles podem ser
considerados clinicamente obesos (IMC maior que 30 kg/m²);
- A obesidade
pode reduzir em cerca de oito anos a expectativa de vida
das pessoas que possuem diabetes tipo 2;
- Estima-se
que, nos indivíduos com predisposição,
a inatividade física cause cerca de 15% dos casos
de diabetes tipo 2;
- Pessoas com
diabetes que caminham 2h/dia podem reduzir o risco de mortalidade
em 39%, e em 34% por problemas cardiovascular em cerca de.
Fonte: International Diabetes Federation
Por
Silvia Marconato Publicado em 08/11/2005
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