Receita de longevidade
Tomate, couve,
alho, limão, soja, leite fermentado. Saiba quais os
alimentos podem contribuir para sua saúde Você
é o que você come.
Este velho ditado
faz cada vez mais sentido. Atualmente mais pessoas vêm
procurando alimentos que lhes garantam melhor saúde
e bem-estar.
A evolução
da ciência dos alimentos tem levado à descoberta
dos alimentos funcionais, que já tem presença
marcante nos países desenvolvidos e começam
também a ser acessíveis ao consumidor brasileiro.
Os alimentos funcionais são estudados e desenvolvidos
para, além de cumprir sua função nutricional
básica, resultar em benefícios à saúde
como, por exemplo, auxiliar na redução de
doenças crônico-degenerativas, entre elas
as dos sistemas imunológico e circulatório.
Os primeiros
a descobrir os poderes dos alimentos foram os japoneses. Há
mais de 20 anos, os pesquisadores do Japão estudam
os benefícios de alimentos e, em 1991, instituíram
o sistema Foshu (foods for specified health
use), pelo Ministério da Saúde japonês,
e estabeleceram critérios rigorosos para avaliação
de uso de alegações de saúde na rotulagem
dos alimentos funcionais.
Frutas, grãos,
cereais, verduras, laticínios e peixes estão
na linha de frente desses alimentos, por conter uma série
de componentes ativos com influência comprovada sobre
a saúde: fitoestrógenos encontrados na soja;
carotenóides, na cenoura; licopeno, em tomates; ácidos
graxos, nos peixes; probióticos, em leite fermentado;
e flavonóides, em frutas e vegetais, entre outros compostos.
No ano passado,
a Food and Drug Administration (FDA), agência
americana de controle de alimentos e medicamentos, se rendeu
a dezenas de provas de que comer pode ser o melhor remédio
e aprovou o consumo da soja na prevenção de
doenças cardiovasculares.
No Brasil, há
pouco mais de dois anos, foi criada a Comissão
Técnica de Novos Alimentos e Alimentos Funcionais
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
do Ministério da Saúde, composta por especialistas
e técnicos de renome de várias universidades
brasileiras.
Quando os probióticos
são ingeridos, atingem, vivos, os intestinos e liberam
ácidos como o lático e o acético. Ambos
têm capacidade de melhorar a atividade intestinal e
facilitar a digestão e a absorção de
nutrientes.
Os probióticos
inibem as bactérias nocivas e ajudam a prevenir infecções.
Além disso, diminuem a produção de substâncias
causadoras de doenças relacionadas ao estilo de vida,
como arteriosclerose, hipertensão, colesterol, etc.
"Os
efeitos imunológicos dos probióticos estão
sendo intensamente estudados para descobrir outros benefícios
que os microorganismos desempenham na manutenção
das defesas do organismo", diz Yasumi Ozawa
Kimura, farmacêutica e bioquímica do laboratório
de pesquisas da Yakult.
Inclua nas suas compras
- Laticínios:
pesquisas recentes mostram que o hábito de incluir
laticínios nas refeições, além
de prevenir o osteoporose, melhora o funcionamento do intestino.
- Peixes:
fonte de ácidos graxos, pratos à base de peixe,
quando consumidos com regularidade, ajudam a reduzir problemas
como hipertensão e doenças cardiovasculares.
Os óleos de peixe, por sua vez, podem evitar câncer
de mama, próstata, pulmão e laringe.
- Frutas cítricas:
são ricas em uma substância chamada limonóide,
que atuaria na prevenção de vários
tipos de câncer.
- Chá verde:
taninos que podem inibir a formação de placas
que provocam a arteriosclerose.
Tomate: rico em carotenóides, poderosos antioxidantes
que neutralizam os radicais livres, o consumo diário
de tomate e seus derivados previne contra o câncer
de próstata.
- Alho: esmagado
ou triturado, o alho libera a alicina, substância
que ajuda a evitar a hipertensão e os altos níveis
de colesterol no sangue.
Fonte: Texto da Revista
Superinteressante - maio/ 2001
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