Alimentação
saudável
A
chave para ter uma dieta saudável é buscar uma abordagem balanceada
do alimento. Não existem alimentos "bons" ou "maus". É importante
visualizar sua dieta como um todo. Somente quando ela for
desbalanceada e incluir uma grande proporção de alimentos
"menos bons", ser pouco saudável. Nenhum alimento deve ser
proibido em uma dieta saudável, exceto por razões médicas,
embora alguns devam ser controlados como guloseimas ocasionais.
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Comendo adequadamente
Inclua uma variedade de alimentos na sua dieta, particularmente
frutas e vegetais. Uma boa nutrição é vital para a saúde.
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Se
você deixar de comer um determinado alimento que adora, provavelmente
vai se tomar obcecado por ele e desejá-lo o tempo todo. Quando
finalmente você sucumbir, é provável que abuse mais do que
se o incluísse em sua dieta de vez em quando.
Seu
plano de alimentação
Alimentos
devem ser incluídos em sua dieta nas proporções corretas.
Contudo, você não precisa medir as quantidades dos diferentes
alimentos muito precisamente, exceto sob ordens médicas.
Nestas circunstâncias, seu padrão de alimentação deve ser
supervisionado por uma pessoa qualificada.
Existem
cinco grupos de alimentos:
-
Frutas e vegetais
- Pão,
cereais, pasta e batatas (carboidratos)
- Carne,
peixe e alternativas (alimentos protéicos)
- Leite
e Laticínios
-
Alimentos contendo gordura ou açúcar.
Para
chegar a uma dieta balanceada, você deve escolher uma variedade
de alimentos dos primeiros quatro grupos. Isto irá suprilo
de quantidades suficientes dos vários nutrientes que o corpo
precisa. Alimentos do último grupo nem sempre fornecem uma
variedade de nutrientes, mas podem tornar sua dieta mais
apreciável. Eles deveriam ser consumidos somente com moderação.
Não se preocupe se não conseguir atingir este equilíbrio
em toda refeição, mas almeje fazê-lo ao longo de alguns
dias.
| Lanches
Saudáveis |
| Lanches podem
ser saudáveis e nutritivos, assim como de simples preparação.
Inclua alimentos com pouco açúcar, gordura e sal e com
muitas fibras. Os mais facilmente preparáveis e mais saudáveis
alimentos para lanches são as frutas frescas. |
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Frutas frescas |
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Frutas secas (tome cuidado
com as calorias) |
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Vegetais crus picados, por
exemplo, palitos de salsão e cenoura |
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Pipoca pura |
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Pãezinhos e bolinhos puros |
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Iogurte com pouca gordura
ou queijo fresco |
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Biscuits |
Planeje
fazer três refeições diárias com pequenos lanches entre
elas se desejar. Lanches não têm que ser ricos em calorias
ou gorduras - frutas ou alguns biscoitos integrais são melhores
opções. O café da manhã é uma refeição importante que não
devemos perder. Quanto maior o intervalo entre as refeições
ou lanches, maior é a chance de abusar na próxima vez que
comer.
As
frutas e os vegetais
Frutas e vegetais fornecem vitaminas, sais minerais e fibras.
As fibras podem reduzir a constipação e ajudar a prevenir
doenças do intestino e doença coronariana. As frutas e vegetais
são boas fontes das vitaminas antioxidantes A e C. Pesquisas
recentes têm mostrado que estas substâncias podem ajudar
a prevenir outras doenças incluindo alguns cânceres. Frutas
congeladas, secas ou em lata e vegetais são tão nutritivos
quanto as frescas. Os adultos devem consumir cinco porções
de frutas e vegetais todos os dias; crianças podem ingerir
porções menores, de acordo com seu apetite.
Os
carboidratos
É
importante comer carboidratos em fartura, já que são boas
fontes de energia, fibras, cálcio, ferro e vitamina B. Pão
integral, pasta e arroz marrom são particularmente boas
fontes de fibra. Além de prevenir a constipação e as doenças
do intestino, as fibras fazem com que você se sinta saciado,
ajudando-o a não comer demais. Dietas ricas em fibra podem
também abaixar o colesterol do sangue, reduzindo O risco
de doença coronária.
As
gorduras
As gorduras são parte essencial da sua dieta, mas você não
precisa muito. Ela fornece energia, ácidos graxos essenciais
e vitaminas, e torna o alimento mais palatável. Contudo,
altos níveis de gordura são associados com doenças coronarianas
e obesidade, portanto, é importante diminuir sua ingestão,
especialmente no que se refere à gordura saturada.
| O
que é uma porção? |
| Profissionais
de nutrição freqüentemente aconselham a inclusão de um
determinado número de frutas e vegetais na dieta. Este
quadro mostra exemplos de tamanhos de porções de determinadas
frutas. |
| Alimentos |
Porção |
Maçã,
banana, laranja |
1 fruta |
Ameixas
|
2 frutas |
Frutas
secas |
1 colher de sobremesa |
Uvas
e cerejas |
1 xícara |
Suco
de frutas |
1 copo pequeno |
Vegetais
|
2 colheres de sobremesa
|
Salada |
1 pote de sobremesa |
Você pode fazer
isto comendo menos gorduras visíveis - como carnes gordurosas
e ovos - e utilizando menos gordura e óleo para cozinhar.
Alimentos manufaturados oferecem uma grande variedade de
produtos com baixo nível de gorduras. Alguns produtos, como
bolos ou biscoitos, contêm gorduras invisíveis, portanto
você precisa ler cuidadosamente os rótulos. Procure utilizar
produtos ricos em gorduras poliinsaturadas e com poucas
gorduras saturadas.
Alimentos
e bebidas açucaradas
Estes contêm
calorias e nenhum outro nutriente, então tente não consumir
muito deles. Eles são particularmente prejudiciais para
seus dentes e devem ser consumidos ao final das refeições.
Álcool
O consumo
de uma ou duas unidades de álcool por dia tem se mostrado
benéfico para a saúde por reduzir o risco de doença coronária
Contudo, o consumo de grandes quantidades de álcool aumenta
os riscos à sua saúde, e isto se aplica se você se abstém
durante a semana e abusa no fim de semana.
Um peso saudável
Seu índice
de massa corporal (IMC) pode ser calculado dividindo o seu
peso em quilogramas pelo quadrado da sua altura em metros.
Se sua IMC está abaixo de 20, você está abaixo do peso.
Você deve ter cuidado para não perder mais peso e deve consultar
um médico. Se sua IMC está entre 20-25, seu peso está adequado
para sua altura. Se sua IMC está entre 25-30, você esta
um pouco acima do peso. A menos que sua saúde seja afetada
(artrite, por exemplo, é piorada com o excesso de peso)
não precisa se preocupar. Se sua IMC está acima de 30 você
está acima do peso e deve considerar uma dieta ou sua saúde
irá ser prejudicada. Com o IMC maior do que 30 existe um
risco maior para várias doenças, incluindo as doenças coronarianas,
hipertensão, alguns cânceres, diabetes, problemas músculo-esqueletais,
disfunções reprodutivas e doença da vesícula biliar. Se
você estiver preocupado com seu peso, seu clínico-geral
estará apto a aconselhá-lo e pode encaminhá-lo a um nutricionista.
Perdendo
peso inteligentemente
Para perder
peso você deve ingerir uma dieta rica em fibras, baixa em
gordura, que siga as diretrizes dadas, mas em porções menores.
Uma vez que você atinja um peso adequado e um IMC abaixo
de 30, você deve adotar uma dieta balanceada sem muitas
calorias. O exercício é uma parte importante da manutenção
do peso. Ele não precisa ser extenuante, somente o suficiente
para que se sinta um pouco ofegante - uma caminhada, por
exemplo - tente exercitar-se de 20 a 30 minutos duas ou
três vezes por semana. Muitos clínicos-gerais podem agora,
prescrever um programa de condicionamento físico para o
centro de esportes local. Isto pode estar disponível sem
custo ou por uma pequena taxa. Recomenda-se uma perda de
peso de 0,5 kg por semana. Se você perder peso muito rápido,
pode perder tecidos do corpo que não estão associados com
excesso de peso (massa magra). Isto tomará mais difícil
manter o novo peso. Você irá perder mais peso no início
da dieta porque seu corpo usa todo o estoque de glicogênio
de seu fígado e músculo. O glicogênio é normalmente utilizado
até o fim da primeira ou segunda semana de sua dieta. A
quantidade de peso que você perderá inicialmente vai depender
da quantidade de energia e carboidratos presentes em sua
dieta antes de ter começado o regime. Se você estivesse
comendo uma dieta baixa em carboidratos seus estoques de
glicogênio serão menores do que aqueles que comem grandes
quantidades.
Alimentando crianças
Até a idade
de quatro meses, o leite materno ou fórmula fornecem todos
os nutrientes que um bebê precisa. Você pode começar a introduzir
sólidos por volta desta época, começando com arroz para
bebês, depois purê de frutas e vegetais. Nas semanas e meses
seguintes, você pode gradualmente aumentar a quantidade
e textura dos alimentos, para que, com 12 meses, seu filho
esteja comendo uma dieta variada de três refeições e dois
ou três lanches. A introdução de texturas diferentes vai
estimular a criança a mastigar. Se você optar por comida
pronta ou preparada em casa é uma questão de escolha pessoal.
O preparo das refeições para o bebê não precisa consumir
muito tempo ou ser difícil, e é certamente mais barato.
Por exemplo, você pode fazer uma porção extra de um prato
em particular, como fruta e vegetais, quando estiver cozinhando
para a família. Porções extras podem ser transformadas em
purê e congeladas. Lembre-se de não colocar sal ou açúcar
antes de separar a porção da criança. Mantenha as porções
pequenas no começo. Desta maneira não desperdiçará muito
caso seu bebê não goste de uma comida em particular.
Embora as
crianças com menos de dois anos não devam comer muita gordura,
não há necessidade de que adotem uma dieta com poucas gorduras.
Elas necessitam de muita energia para crescer, parte da
qual pode ser fornecida pelas gorduras. Com cinco anos,
seu filho deverá estar comendo um cardápio balanceado similar
àquele consumido pelo resto da família.
Crianças difíceis para comer
Algumas crianças
não comem uma variedade de alimentos ou às vezes parecem
comer muito pouco. Apesar de ser muito frustrante para você,
a melhor abordagem é ficar o mais calmo possível e não dar
muita atenção à criança. Se permitir que a alimentação se
tome um transtorno, você simplesmente tornará o problema
pior. Você pode evitar esta situação se oferecer a seu filho
uma grande variedade de alimentos e tentar tornar a hora
da refeição uma experiência relaxante e agradável.
Se você estiver
preocupado com a dieta da criança, o clínico-geral pode
encaminhá-la a um pediatra. Ele será capaz de avaliar a
dieta da criança e, com o médico, analisar o crescimento
e desenvolvimento dele ou dela. A maioria das crianças difíceis
para comer está na realidade crescendo bem e requer pouca
ou nenhuma intervenção de profissionais da saúde. Seja paciente
e lembre-se de que a maioria das crianças ultrapassa esta
fase.
Histórico
do caso: Obesidade
Seis meses
após o nascimento de seu bebê, Jane começou a perceber que
ficava sem fôlego ao subir as escadas e estava achando fisicamente
mais difícil cuidar do seu bebê. Com 1,6 metro e 86 kg,
ela estava visivelmente acima do peso, então seu médico
sugeriu que ela consultasse um nutricionista. O nutricionista
calculou que Jane tinha um IMC de 33,6, significando que
ela era oficialmente classificada como obesa. A faixa de
peso normal para uma pessoa da altura de Jane era de 51-64
kg. Após falar com Jane sobre seu estilo de vida e padrões
de alimentação, o nutricionista pôde combinar algumas mudanças
com ela:
-
Comer
três refeições diárias, mais pequenos lanches se necessário.
-
Cortar
alimentos gordurosos. Utilizar alimentos com poucas
gorduras.
-
Aumentar
a quantidade de fibra em sua dieta.
-
Comer
pelo menos cinco porções de fruta e vegetais por dia.
-
Evitar
alimentos fritos e diminuir o açúcar.
-
Almejar
um consumo de 1.400 kcal por dia.
O objetivo
era que Jane perdesse aproximadamente 0,5 kg por semana
após o período inicial de perda rápida de peso. Uma vez
que seu peso diminuísse, Jane deveria tentar seguir algumas
diretrizes de alimentação saudável para garantir que não
ganhasse imediatamente o que havia perdido. Ela perdeu 2
kg na primeira semana de sua dieta e ficou surpresa, porque
não se sentia privada de qualquer comida. Ela subseqüentemente
perdeu de 0,5 a 0,75 kg por semana pelo próximo mês e logo
sentiu-se confiante para manter a dieta sem visitas constantes
ao nutricionista.
Pontos centrais
- Faça três refeições ao dia
e não pule o café da manhã.
- Não há razão para evitar lanches.
- Coma mais fibra e carboidrato
e reduza a gordura.
- Coma cinco porções de fruta
e vegetais por dia.
- Alimentos devem ser um prazer
e não algo com que se preocupar.
Fonte:
Guia da Saúde Familiar - revista ISTOÉ
- Volume 16 - 03/2002
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