Tão desinformada quanto
o homem, a mulher, da mesma maneira, costuma interpretar mal essas mudanças
naturais do comportamento sexual masculino. É comum elas pensarem que seus parceiros
não as acham mais atraentes ou excitantes, ou que eles não estão mais interessados
em sexo como estavam antes. Em vista disso, elas precisam ser esclarecidas.
Muitas mulheres, na ausência de uma ereção rápida e firme do seu parceiro, preferem
não tocar no pênis, gerando com essa conduta uma falta de estímulo físico importante
para provocar uma ereção. A resposta, certamente, será de frustração e desapontamento.
E poderá se fechar, dessa forma, o círculo inconveniente da falha sexual masculina:
falta de estímulo + ansiedade
face à ausência de ereção= oportunidade de prazer perdida; lembrança constante
do fracasso, reforçada pela ansiedade do mau desempenho sexual= profecia de
fracasso concretizada.
Objetivando que tal cadeia
de fenômenos desapontadores não se realize, a nossa sugestão aqui não é apenas
que a parceira pratique o toque no pênis, mas sim, em paralelo, exaltar uma
valorização maior das atitudes preliminares do ato sexual propriamente. Quer
dizer, por em prática os jogos amorosos preliminares, e sem preocupação excessiva
quanto à resposta de ereção é de grande valia. Acreditar que sexo só pode ser
bom com uma ereção muito rígida, sendo essa a única maneira certa, é abdicar
da plasticidade do prazer sexual. De sorte que uma boa ereção só deverá ocorrer
quando o conceito de relação sexual como sendo apenas coito for reformulado
pelo casal. Dentro desse contexto, assim como o homem associa ejaculação a orgasmo
e orgasmo a prazer intenso, não é pouco o número de mulheres que se frustram
quando o homem não consegue ejacular. Mas isso não significa que a relação não
possa ser prazerosa e muito boa. É extremamente importante a mulher passar a
entender essas mudanças fisiológicas que ocorrem com o parceiro já idoso, evitando
cobranças desnecessárias e infundadas.