Fatores de risco para a osteoporose
A
osteoporose é uma doença que acomete o sistema esquelético,enfraquecendo
os ossos e aumentando o risco de fraturas. Nos EUA, mais de 10 milhões
de pessoas sofrem de osteoporose e quase 19 milhões apresentam redução
da densidade mineral óssea. Entre 4 e 6 milhões de mulheres brancas
na pós-menopausa sofrem de osteoporose, enquanto 13 a 17 milhões
apresentam redução da densidade mineral óssea. Cerca de
metade das mulheres brancas sofrem alguma fratura óssea devido à
osteoporose durante a vida. Em 1993, estima-se que os EUA perderam US$ 10 bilhões
em produtividade e atendimento médico relacionados à osteoporose.
Com uma população de idosos cada vez maior, o número de
pacientes com osteoporose e fraturas relacionadas à doença vem
aumentando progressivamente. Morbidade e as despesas financeiras também
são cada vez mais significativas.
Os fatores que aumentam
o risco de osteoporose incluem:
Sexo feminino,
caucasianas ou asiáticas, com baixa estatura e magras, e história
familiar de osteoporose (uma mulher cuja mãe sofreu fratura de quadril
relacionada à osteoporose tem risco duas vezes maior de apresentar
uma fratura semelhante).
Tabagismo,
ingestão excessiva de álcool e cafeína, sedentarismo
e dieta pobre em cálcio.
Dieta inadequada
e saúde precária.
Síndrome
de má absorção (os nutrientes não são
absorvidos adequadamente pelo sistema digestivo), como na doença celíaca,
por exemplo.
Níveis
reduzidos de estrógeno, como na menopausa, após a remoção
cirúrgica dos ovários ou com a quimioterapia (no tratamento
do câncer de mama, por exemplo). A quimioterapia também pode
causar menopausa precoce devido à toxicidade sobre os ovários.
Amenorréia
(interrupção da menstruação) em mulheres jovens
também causa redução dos níveis de estrógeno
e osteoporose. A amenorréia pode ocorrer em mulheres que realizam atividade
física intensa ou com pequena quantidade de gordura corporal (na anorexia
nervosa, por exemplo).
Doenças
crônicas, como a artrite reumatóide e a hepatite C crônica
(uma infecção do fígado).
Imobilização,
após um acidente vascular cerebral, por exemplo, ou qualquer condição
que dificulte a deambulação.
Hipertireoidismo,
uma condição caracterizada por níveis elevados de hormônios
tireoideanos (produzidos pela tireóide, como na doença de Graves,
ou devido à ingestão excessiva desses hormônios).
Hiperparatiroidismo,
uma doença na qual ocorre produção excessiva de hormônios
da paratireóide (pequenas glândulas localizadas próximo
à tireóide). Normalmente, esses hormônios são responsáveis
pela manutenção dos níveis sangüíneos de
cálcio. Quando não tratada, a doença provoca a remoção
do cálcio ósseo e, conseqüentemente, a osteoporose.
Deficiência
de vitamina D. A vitamina D promove a absorção de cálcio
pelo organismo. Em quantidades inadequadas, o organismo não é
capaz de absorver a quantidade necessária de cálcio para evitar
a osteoporose. A deficiência de vitamina D pode ser causada pela falta
de absorção intestinal da vitamina, como na doença celíaca
e na cirrose bilar primária.
Alguns medicamentos
podem causar osteoporose, incluindo a heparina (um anticoagulante), anticonvulsivantes
– como a fenitoína e o fenobarbital– , e o uso prolongado
de corticosteróides – como a prednisona.
Síndrome rara pode permitir o tratamento da osteoporose
Segundo pesquisadores,
uma mutação genética que causa uma síndrome rara
caracterizada por ossos mais resistentes pode representar uma esperança
para novos tratamentos para pacientes com osteoporose.
Em um estudo com uma família,
pesquisadores mostraram que uma mutação em um gene específico
é responsável pela síndrome hereditária, caracterizada
por aumento da densidade mineral óssea e mandíbula quadrada. O
mesmo gene – conhecido por LRP5, sigla em inglês de low-density
lipoprotein receptor-related protein 5 – já foi descrito em uma
doença hereditária caracterizada por diminuição
da massa óssea.
De acordo com os autores
do novo estudo, esses achados ressaltam a importância do gene LRP5 sobre
a massa óssea – e sugerem que, na população geral,
variações genéticas podem ajudar a determinar a vulnerabilidade
à osteoporose.
Além disso, como os autores escreveram na edição de 16
de maio do The New England Journal of Medicine, os resultados sugerem que uma
nova droga pode ser desenvolvida para aumentar a densidade mineral óssea.
Nesse trabalho, o Dr. Lynn
M. Boyden, da Yale University (em New Haven, Connecticut), e colaboradores estudaram
uma família com a síndrome. Sete membros apresentavam densidade
mineral óssea bastante aumentada, com mandíbulas quadradas e uma
protrusão do teto da cavidade oral.
Os pesquisadores identificaram
uma variação do gene LRP5 em todos os indivíduos acometidos.
Além disso, estudos laboratoriais demonstraram que a mutação
aumentou a atividade de uma proteína denominada Wnt, através da
inibição de outra proteína chamada Dkk-1 que, segundo os
especialistas, pode explicar os efeitos da mutação.
Dessa forma, segundo o
Dr. Richard Lifton, co-autor do estudo, acredita-se que uma droga com ação
semelhante sobre a proteína Dkk pode tratar ou prevenir a osteoporose.
O aspecto mais importante
desse estudo é que ele indica que uma medicação capaz de
impedir a ligação da Dkk ao gene LRP5 é capaz de promover
a formação óssea. Esse será, sem dúvida,
um dos objetivos das próximas pesquisas.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
|