Envelhecendo feliz
Você
se sente como se tivesse 25 anos de idade, mas seu corpo continua lembrando
que não é verdade. Você se cansa facilmente. Seus joelhos dóem. Seus cabelos
estão rareando...
Você sonha com aqueles produtos
que combatem o envelhecimento, mas não está certo se realmente funcionam. Eles
podem retardar ou até mesmo impedir o processo de envelhecimento?
Na maioria dos casos, ao
analisar essas substâncias, um velho conselho deve ser lembrado: se parece bom
demais para ser verdade... é melhor se informar!
Exageros no combate ao envelhecimento
Há muito tempo, as pessoas
têm procurado a fonte de juventude. E pode ser difícil resistir à atração das
propagandas de produtos que combatem o envelhecimento. Quem não gostaria de
parecer e se sentir mais jovem apenas tomando um comprimido?
Mas os pesquisadores sabem
que o envelhecimento é um processo intricado e complexo que envolve diferentes
áreas do organismo. É pouco provável que um produto, comprimido ou poção, seja
capaz de combater todos os prejuízos encontrados no envelhecimento.
Algumas estratégias funcionam,
e já comentamos algumas delas:
Se você fuma, parar de
fumar pode ser o maior aliado no combate ao envelhecimento. O tabagismo agride
o organismo de diferentes formas, provocando danos ao coração, pulmões e vasos
sangüíneos, além de aumentar as rugas e fazê-lo parecer mais velho. Deixar de
fumar é provavelmente a forma mais eficaz de evitar o envelhecimento e a morte
precoce.
Se você fuma, experimente
ficar 20 dias sem fumar e observe a aparência da sua pele...em apenas 20 dias
é possível notar a diferença!!
Outra atitude importante
para se ter uma pele saudável, é evitar períodos prolongados ao sol, sem alguma
forma de proteção. A exposição solar causa rugas e manchas do envelhecimento,
além de ser responsável por casos de melanoma e outros tipos de câncer de pele.
E os antioxidantes? Vamos
agora abordar as substâncias anunciadas como eficazes no combate ao envelhecimento:
Antioxidantes
Os
antioxidantes são determinadas vitaminas, minerais e enzimas que protegem o
organismo através da neutralização dos radicais livres. Estes, por sua vez,
são produtos do metabolismo celular normal. Acredita-se que contribuam para
as alterações relacionadas ao envelhecimento e algumas doenças.
Os suplementos antioxidantes
considerados úteis no combate às doenças do envelhecimento incluem:
Vitamina E. Entre
todos os antioxidantes, a vitamina E parece ser a mais promissora na proteção
contra doenças cardiovasculares. Pode ser útil também contra as doenças de
Alzheimer e Parkinson. No caso das doenças cardiovasculares, os benefícios
da ingestão de vitamina E - não mais que 400 unidades internacionais por dia
- são maiores que quaisquer riscos possíveis.
Vitamina A e beta
caroteno. Vários estudos demonstraram que suplementos com beta caroteno,
que é convertido em vitamina A pelo organismo, não oferecem proteção contra
doenças cardiovasculares. Além disso, dois trabalhos encontraram um aumento
no risco de câncer de pulmão entre fumantes que utilizavam suplementos de
beta caroteno. Se
você deseja aumentar a ingestão de vitamina A ou beta caroteno, é melhor comer
mais vegetais vermelhos e amarelos, em vez de tomar esses suplementos.
Vitamina C. Estudos
demonstraram que pessoas com dietas ricas em vitamina C, encontrada principalmente
nas frutas cítricas, apresentam menor taxa de câncer e doenças cardíacas.
Entretanto, as pesquisas ainda não chegaram a uma conclusão se a ingestão
de suplementos de vitamina C traz os mesmos benefícios. Comer mais frutas
cítricas e tomar sucos são uma alternativa que garantem maior benefício.
Selênio. Esse
mineral antioxidante é encontrado principalmente em frutos do mar e no fígado.
Pode ajudar a prevenir o câncer. No entanto, em quantidades excessivas, pode
causar queda de cabelos e enfraquecimento das unhas. Novas pesquisas ainda
são necessárias.
Coenzima Q10.
Esse antioxidante é produzido pelo organismo, além de ser encontrado em muitas
fontes alimentares, como as carnes e frutos do mar. Alguns afirmam que pode
evitar o envelhecimento e impedir a disseminação do câncer, fenômenos que
ainda não foram comprovados. No entanto, algumas evidências sugerem que ela
pode ser uma substância promissora no tratamento da insuficiência cardíaca
congestiva.
Ácido fólico e vitaminas
do complexo B. As vitaminas B6, B12 e o ácido fólico atuam conjuntamente
para reduzir os níveis de homocisteína, um aminoácido normalmente encontrado
no organismo que, em níveis elevados, tem sido relacionado a um risco aumentado
de doenças cardiovasculares. Estudos para determinar o papel da redução nos
níveis de homocisteína sobre o risco de doenças cardíacas, AVCs e condições
associadas estão em andamento. Apesar de alguns estudos caracterizarem os
antioxidantes como substâncias promissoras, deve-se ter cautela. Ainda não
está claro se a ingestão a longo prazo de suplementos com antioxidantes é
segura. Até o momento, é preferível ingerir mais alimentos contendo antioxidantes,
como frutas e verduras frescas.
Hormônios
Os
hormônios são substâncias produzidas pelo organismo para regular a atividade
de órgãos vitais. Tendo em vista que os níveis de hormônios diminuem com a idade,
alguns pesquisadores especulam que eles desempenham importante papel sobre o
processo de envelhecimento. De acordo com os defensores dos produtos hormonais,
é possível retroceder o relógio do organismo com a reposição hormonal. Os suplementos
encontrados incluem:
DHEA. A deidroepiandrosterona
(DHEA) é convertida pelo nosso organismo em hormônios sexuais (estrógeno e
testosterona). É encontrada em maiores quantidades no organismo por volta
dos 25 anos de idade. Após essa fase, a produção diminui. Há estudos que relatam
que a DHEA é capaz de evitar o envelhecimento, aumentar a força muscular e
a massa óssea, queimar gorduras, melhorar a cognição, reforçar o sistema imunológico
e proteger contra muitas doenças crônicas. No entanto, ainda são necessárias
mais pesquisas para comprovação. Embora animais tratados com DHEA pareçam
mais jovens, isso não significa que o mesmo aconteça com os seres humanos.
Testosterona.
A redução nos níveis do hormônio sexual masculino vem sendo associada com
queixas comuns do envelhecimento, como a diminuição da energia e do desejo
sexual. Os entusiastas afirmam que, aumentando os níveis de testosterona através
do uso de medicamentos - geralmente além dos valores normalmente encontrados
-, é possível aumentar a energia, a sensação de bem-estar e o desejo sexual.
Esses benefícios ainda não foram comprovados. Em doses elevadas, a testosterona
pode provocar problemas de próstata, elevação do colesterol e infertilidade.
Melatonina. Trata-se
de um hormônio produzido pelo cérebro que ajuda a regular o sono. Parece promissora
no tratamento da insônia e na mudança de fusos horários (jet lag). No entanto,
ainda não foi comprovado que a melatonina, outro substância antioxidante,
possa diminuir ou reverter o envelhecimento, combater o câncer ou melhorar
a vida sexual. Os suplementos encontrados contém quantidades muitas vezes
maiores que aquela encontrada no organismo. Quando tomados de forma inadequada,
podem interferir com os ciclos de sono.
Hormônio do crescimento
humano (HGH). A produção dsse hormônio, responsável pelo estirão do crescimento
em crianças, diminui após a adolescência. Os seus defensores alegam que injeções
de HGH, vendidas sob prescrição médica, queimam gorduras, aumentam a massa
muscular e a energia do organismo. Alguns estudos sugerem alguns benefícios
na utilização do HGH. Entretanto, poucos pacientes foram estudados e a maioria
dos médicos acreditam ser muito cedo para tirar conclusões definitivas. Os
possíveis efeitos colaterais incluem a retenção de líquidos, dor articular,
diabetes, hipertensão arterial e pólipos do cólon.
Terapia de reposição
hormonal. Para
as mulheres, a terapia de reposição de estrógeno mostrou-se importante na
manutenção de ossos fortes, além de restaurar a lubrificação vaginal e a elasticidade
da pele. Também pode ajudar a manter a capacidade mental com o passar dos
anos. No entanto, os dados também apontam para a possibilidade de câncer de
mama e coágulos sangüíneos. Enquanto alguns estudos mostram uma redução no
risco de doenças cardíacas, outros apontam para um risco ainda mais elevado.
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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