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Instituto da visão promove campanha para estimular auto-exame de visão

Auto-avaliação da visão possibilita diagnóstico precoce de degeneração macular da retina (DMRI), evitando a maior causa de cegueira de idosos.

O envelhecimento da população gerou um aumento significativo de incidência das doenças relacionadas à Macula que, atualmente, representam a causa de cegueira irreversível mais importante em pacientes idosos. A doença, que atinge cerca de 70% dos pacientes acima de 70, vai aumentando progressivamente com a idade – aos 100 anos, praticamente 100% dos pacientes têm a doença. A mácula, região central da retina, situada ao lado do nervo ótico, é responsável pela formação da visão de detalhes, proporcionando uma visão nítida e em cores. Quando a mácula não funciona de maneira correta, ocorre embaçamento ou escuridão no centro da visão.

A Degeneração Macular é uma doença degenerativa bilateral – acomete os dois olhos – que, se não for devidamente tratada, resulta na perda permanente da visão central, que pode impedir algumas atividades, tais como dirigir, assistir televisão, ler ou mesmo a mobilidade. Até recentemente não havia tratamento, mas hoje já existem várias terapias, além de suplementação dietética que, se aplicadas nas fases iniciais, podem evitar baixa importante da visão. Entretanto, é comum os pacientes só procurarem o oftalmologista com a doença em estágio avançado, com os dois olhos comprometidos. Isso ocorre porque, como a doença acomete um olho de cada vez, o paciente acha que o problema “faz parte da idade” e se acomoda com a visão do olho que ainda não foi acometido. Ou, muitas vezes, nem chega a perceber a baixa da acuidade visual quando atinge apenas um dos olhos. Só percebe a diferença quando os dois olhos apresentam o problema.

AUTO-AVALIAÇÃO
Uma forma de fazer o diagnóstico precoce das alterações na mácula pela degeneração é a auto-avaliação e desta maneira comparecer ao médico na hora correta. A auto-avaliação é muito simples e rápida. O paciente, deve apenas, usando os óculos mais atualizados que tiver, fechar um olho e periodicamente avaliar a visão de cada um dos olhos e comparar com o outro. Primeiro tampar um olho e observar como está enxergando “para longe” (distância de 4 a 5 metros): identificar placas de automóveis à distância normal para outras pessoas, ver legenda de filme, alguém do outro lado da sala; e depois “para perto” (distância de leitura): palavras cruzadas, jornal ou crochê. Na seqüência, efetuar os mesmos testes com o outro olho. A presença de algumas alteração, como um olho vendo melhor do que o outro, visão borrada e/ou visão de linhas tortas (alterações na forma), mancha central no campo de visão ou outras constatações intrigantes, podem ser importante sinal da presença de degeneração, mesmo que discreta. O paciente deve ir logo ao médico para realizar um exame oftalmológico detalhado e investigar o quadro. Isso é válido principalmente para pacientes acima de 60 anos de idade. Quanto mais idoso, maior o risco, portanto, maior o cuidado. Familiares e pacientes mais idosos devem ter a preocupação de mensalmente fazer esta avaliação. Outra forma de realizar a auto-avaliação é através do uso de uma Tela de Amsler: olhar no gradil e verificar se as grades estão tortas, com mancha ou faltando uma parte; olhar com cada olho em separado. Em anexo, exemplo da visão de um paciente normal e outras de pacientes com alterações na visão macular.
Ressaltamos que a perda visual relacionada à doença da mácula, na maioria das vezes não é reversível, portanto é importantíssimo fazer o diagnóstico nas fases iniciais.

Consulte regularmente seu oftalmologista



















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