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Diagnóstico da doença vascular periférica de membros inferiores

A doença vascular periférica dos membros inferiores é uma importante causa de morbidade. O médico pode facilmente identificar pacientes de risco elevado da doença com um questionário e um teste relativamente simples - o índice tornozelo-braço. Mais de 70% dos pacientes que recebem o diagnóstico permanecem com a doença estável ou melhoram com o tratamento conservador. Aqueles que não melhoram podem ser submetidos à angiografia ou a angiorressonância, que podem ser utilizadas para o planejamento cirúrgico ou intervenção percutânea. O enxerto vascular é o padrão-ouro no tratamento da doença vaso-oclusiva grave, mas as intervenções endovasculares (incluindo a angioplastia transluminal percutânea e a colocação de stents) vêm sendo empregadas mais freqüentemente, principalmente em pacientes com comorbidades importantes.

A claudicação intermitente (dor quando caminha, que melhora com o repouso) é o sintoma mais comum. Outros sintomas incluem parestesias e fraqueza nas pernas, dor em repouso nos pés ou dedos, úlceras de difícil cicatrização na perna ou pé, pernas ou pés frios, e mudanças na cor da pele das pernas ou pés. Alguns pacientes, entretanto, são assintomáticos.

Mais de 70% dos pacientes têm o quadro estabilizado ou melhoram após 5 a 10 anos de tratamento clínico. Vinte a trinta por cento dos pacientes desenvolvem sintomas mais importantes que requerem intervenção. Menos de 10% dos pacientes são submetidos à amputação dos membros.

Na maioria dos casos, a presença de DVP é um sinal de aterosclerose sistêmica, o que eleva o risco do paciente para AVC, infarto do miocárdio e óbito por doença cardiovascular. Os fatores de risco para DVP incluem o tabagismo, hipertensão, hiperlipidemia, diabetes, história familiar de doença cardíaca ou vascular, obesidade e sedentarismo.

Diagnóstico

Um dos exames mais importantes para avaliar a perfusão arterial dos membros inferiores é o índice tornozelo-braço.

Angiografia

A angiografia convencional e a angiografia por ressonância magnética podem fornecer imagens anatômicas da doença oclusiva. A opção pela angiorressonância ou a angiografia convencional depende de vários fatores, incluindo a disponibilidade do método e a preferência do médico. A angiorressonância é um quarto do preço da angiografia, além ser não ser invasiva, não utilizar radiação ionizante ou contraste iodado. A angiorressonância pode ajudar no planejamento cirúrgico da revascularização dos membros inferiores. Entretanto, pode ser de difícil interpretação, devido a artefatos causados pela movimentação do paciente, clipes cirúrgicos, stents e próteses. além disso, a angiorressonância é contra-indicada em portadores de marcapasso ou corpos estranhos metálicos. Em pacientes que podem necessitar de angioplastia, a angiografia oferece a possibilidade de realizar o diagnóstico e o tratamento durante o mesmo procedimento.

Referência

Am Fam Physician 2001;64:1965-72.


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