A prostatite bacteriana crônica apresenta-se caracterizada pela cultura bacteriológica
positiva de secreções prostáticas.
Os sintomas
incluem infecções urinárias de repetição, dor lombar ou perineal, mas os pacientes
podem também ser assintomáticos. Os agentes causadores mais comuns são Escherichia
coli, outros agentes gram-negativos como Enterobacteriaceae, Pseudomonas ocasionalmente
e, muito mais raramente, enterococos gram-positivos.
Pacientes com
prostatite crônica asséptica podem apresentar dor pélvica ou lombar, associada
a urgência miccional, noctúria, redução do jato urinário, polaciúria, disúria,
plenitude vesical e inflamação (leucócitos). A maior parte dos casos de prostatite
crônica é asséptica.
Stern e Schaeffer
revisaram os tratamentos disponíveis para pacientes com prostatite crônica,
realizando uma pesquisa no MEDLINE, com levantamento de todos os ensaios clínicos
randomizados relevantes.
A prostatite
crônica bacteriana é tratada com agentes antimicrobianos, com poucas evidências
sugerindo que as quinolonas sejam mais eficazes do que o trimetropim-sulfametoxazol.
A duração do tratamento disponível em dados de literatura foi variável. Poucas
evidências foram encontradas sobre outros esquemas antibióticos. Os efeitos
colaterais das quinolonas são raros e nenhum efeito colateral foi descrito associado
ao uso de trimetropim-sulfametoxazol.
A recorrência
tardia da doença (6 a 12 meses após o tratamento) mostrou-se comum. Não há evidências
que comprovem a eficácia da administração local de antibióticos e da adição
de alfa-bloqueadores ao esquema antibiótico, com o intuito de melhorar a evolução
e diminuir a recorrência da infecção. A ressecção transuretral da próstata está
indicada apenas nos pacientes com infecção refratária ao tratamento. A prostatectomia
radical é o tratamento de última escolha, sem dados que comprovem seu benefício
em ensaios controlados e randomizados. Pode, ainda, causar impotência e incontinência
urinária.
O tratamento
de pacientes portadores de prostatite crônica asséptica com alfa-bloqueadores
pode aliviar os sintomas, sem o surgimento de efeitos colaterais. Há poucas
evidências a favor da termoterapia transuretral com micro-ondas ou da administração
de allpurinol. A tabela abaixo mostra a conduta em casos de prostatite crônica
asséptica.
Referência:
Stern JA, Schaeffer AJ. Chronic prostatitis.
West J Med February 2000;172:98-101.
Conduta
em casos de prostatite crônica
Intervenções
na prostatite crônica bacteriana
Provavelmente
benéficas:
Antibióticos
Alfa-bloqueadores
Eficácia não conhecida:
Intervenções nos casos
de prostatite crônica asséptica
Provavelmente benéficas:
Eficácia não conhecida:
Referência:
Stern JA, Schaeffer AJ. Chronic prostatitis.
West J Med 2000;172:98.