De acordo com pesquisadores
holandeses, o diagnóstico isolado de neoplasia intraepitelial de alto grau
da próstata após uma biópsia inicial não está associado com maior risco
de carcinoma da próstata do que os achados benignos.
Entretanto, eles afirmam
que indivíduos com "biópsia na qual há suspeita de malignidade" têm risco
considerável de serem portadores de carcinoma e são candidatos a um acompanhamento
mais rigoroso.
O Dr. Andre N. Vis,
da Erasmus University em Roterdã, e colaboradores avaliaram dados de
aproximadamente 20.000 homens submetidos ao rastreamento entre 1994 e 2000.
Um total de 4.057 pacientes realizaram biópsia transretal após alterações nos
níveis séricos de PSA, no exame de toque retal ou na ultrassonografia
transretal.
De acordo com o trabalho
publicado pelos pesquisadores na edição de 1.º de agosto do periódico Cancer,
23,6% dos indivíduos avaliados receberam o diagnóstico de carcinoma
prostático, 2,6% apresentaram biópsias com suspeita de malignidade
e 0,8% eram portadores de neoplasia intraepitelial de alto grau da
próstata.
Entre os pacientes que
realizaram biópsias seriadas durante 6 semanas por neoplasia intraepitelial,
10,0% apresentaram carcinoma - número equivalente ao encontrado
nas biópsias repetidas durante 1 ano naqueles com biópsia inicial com resultado
benigno (11,0%).
Nos casos de biópsia
com suspeita de malignidade, no entanto, demonstrou-se carcinoma de próstata
em 38,7% dos pacientes em biópsias posteriores dentro de 6 semanas. Dessa
forma, concluem os investigadores, deve-se indicar a repetição da biópsia após
esse diagnóstico inicial.
Referência:
Cancer 2001;92:524-534.