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Relação entre PSA e crescimento prostático em pacientes com hiperplasia prostática benigna

Na hiperplasia prostática benigna, o nível sérico do antígeno prostático específico (PSA) é melhor marcador de crescimento prostático do que a idade do paciente ou o volume inicial da glândula. Dessa forma, a determinação do PSA pode ser útil na conduta desses casos, conforme comentam os pesquisadores da University of Texas Southwestern Medical Center, nos EUA e grupo multicêntrico, na edição de janeiro/2000 do The Journal of Urology.

O grupo analisou os fatores associados ao crescimento da próstata em 164 homens portadores de hiperplasia prostática benigna, randomizados para tratamento com placebo durante os 4 anos do estudo. Os pacientes foram submetidos a exame anual de RM (Ressonância Magnética) para medição do volume da próstata. De forma geral, os participantes apresentaram crescimento contínuo da próstata ao longo do tempo. O valor sérico inicial de PSA foi a variável que apresentou correlação mais forte com o crescimento da próstata.

O tercil com os menores valores de PSA apresentou alteração média de volume prostático na ordem de 7,4% ao longo de 4 anos, enquanto o tercil superior apresentou alteração volumétrica ao redor de 22%. As taxas de crescimento anuais a partir da referência foram de 0,7 mL/ano para valores de PSA entre 0,2 - 1,3, 2,1 para PSA 1,4 - 3,2 e de 3,3 para PSA entre 3,3 - 9,9 ng/mL.

Os resultados sugerem que o PSA sérico pode ser útil como marcador de crescimento prostático e de risco futuro de hiperplasia prostática benigna, ajudando em decisões terapêuticas, concluem Roehrborn e cols. Isso reflete a tendência atual de não conduzir o caso apenas com base na apresentação clínica e fluxo urinário, mas a partir de uma abordagem mais compreensiva, que considere aspectos preventivos da doença. Ref.: J Urol 2000;163:13-20.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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