Artigos Científicos  
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Urologia

A estabilização na concentração de PSA sugere a cura de câncer de próstata

Pesquisadores americanos relatam que pacientes portadores de câncer de próstata tratados com radioterapia estão, muito provavelmente, curados caso não exibam flutuação nos níveis séricos de antígeno prostático específico (PSA), um marcador da próstata, após 5 nos de seguimento.

Os resultados mostram uma forma prática de informar se os pacientes podem ser considerados curados e quando isto ocorre, explicam os pesquisadores. O trabalho foi publicado na revista Câncer, edição out./99.

O câncer de próstata ainda é a segunda causa de mortalidade por câncer em homens, atrás, apenas, do câncer de pulmão, sendo responsável por mais de 37.000 óbitos de homens americanos a cada ano. No Brasil, segundo dados do SUS, é a quarta causa de morte por neoplasia entre os homens, com 6.067 casos registrados em 1997. As formas de tratamento incluem a radioterapia, a cirurgia e a hormonioterapia.

Neste estudo, o grupo revisou os registros de 871 pacientes com câncer de próstata localizado, tratados apenas com radioterapia. Os indivíduos foram submetidos a exames regulares de PSA ao longo de 5 anos, após o término do tratamento. Níveis séricos elevados de PSA foram utilizados como "marcadores" da possível presença de câncer de próstata.

Os autores relatam que aqueles doentes nos quais os valores séricos de PSA caíram para valor estável inferior a 0.4 nanogramas por mililitro de sangue (ng/mL), em período inferior a 2 anos após a cirurgia, apresentavam "uma elevada probabilidade de cura."

Os pacientes que não atingirem este critério "requerem um tempo maior de acompanhamento do que aqueles com características menos favoráveis, para que possamos ter o mesmo grau de certeza sobre a cura", afirmam os pesquisadores.

Os autores advertem que o estudo envolveu pacientes que receberam uma única forma de tratamento, - a radioterapia - e é possível que os resultados encontrados não se apliquem aos pacientes tratados com cirurgia ou hormonioterapia. Acreditam que os achados do estudo ajudarão médicos a "precisar de forma acurada a eficácia de determinado tratamento" na luta contra o câncer de próstata.

Referência: Cancer 1999;86:1557-1566.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Serviços de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal