O
esquema progressivo de tratamento com drogas injetáveis para disfunção erétil
produz uma alta taxa de resposta, com a maioria dos pacientes alcançando sucesso
no coito em três anos de seguimento.
Investigadores da Universidade
de Tel Aviv, Israel, acompanharam 625 homens com disfunção erétil, com idade
entre 26 a 85 (média 61.6) anos, utilizando quatro protocolos injetáveis
Protocolo 1, papaverina
mais fentolamina;
Protocolo 2, prostaglandina;
Protocolo 3, papaverina, fentolamina e prostaglandina E1;
Protocolo 4, sulfato de atropina, papaverina, fentolamina e prostaglandina
E1.
Os pacientes iniciavam no
Protocolo 1 e eram passados para o próximo protocolo caso eles estivessem impossibilitados
de conseguir ereção suficientes para penetração.
Os resultados mostram que
66.4 por cento dos pacientes no Protocolo 1 responderam após três sessões. Destes,
48.7 e 42.6 por cento responderam depois da primeira e da segunda injeção, respectivamente.
Entre os pacientes no Protocolo
2, 35.7 por cento responderam a uma das três doses do protocolo. Dezesseis por
cento responderam após a primeira injeção (10 g), 64 por cento depois da segunda
(20 g) e o remanescente depois da terceira (25 g). Porém, 48.5 por cento relataram
dor após a primeira dose. Destes, 46.1 e 26.4 por cento experimentaram dor moderada
ou severa, respectivamente, e imediatamente foram mudados para o protocolo três.
No Protocolo três, 72.6
por cento dos 135 pacientes responderam ao tratamento, com 80.6 por cento deles
respondendo às primeiras duas doses. Dos últimos 37 pacientes no Protocolo quatro,
responderam 59.5 por cento.
No geral, somente 2.4 por
cento de pacientes não responderam a qualquer um dos quatro protocolos. Estes
pacientes sofriam de vários outros fatores de co-morbidade como estar utilizando
Zoladex e drogas antiandrogênicas para prostatectomia retropubica ou radical,
infecção cardiovascular e cerebrovascular como também transplantate de coração.
A efetividade dos protocolos
progressivos, porém, foi muito semelhante nas disfunções orgânicas, mistas e
psicogênicas com resuitados de 98.7, 93.2 e 100 por cento, respectivamente,
de ereções suficientes para penetração, ao final dos quatro protocolos.
Durante o curso do protocolo
um, dez pacientes (1.6 por cento) e seis (2.8 por cento) no protocolo dois desenvolveram
priapismo. Seis pacientes (2.8 por cento) do protocolo três apresentaram nódulos
pequenos, assim como ocorreu com três pacientes (9.6 por cento) durante protocolo
quatro.
Nove pacientes do protocolo
um (1.4%) e seis pacientes do protocolo quatro (19.3 por cento) desenvolveram
hemorragia subcutânea durante o tratamento.
Após três anos de estudo,
os autores avaliaram os 610 pacientes que mostraram uma resposta positiva.Treze,
4 e 8.2 por cento dos pacientes que receberam os protocolos 1, 2 e 3, respectivamente,
tiveram sucesso no coito sem injeção. Porém, 10.3 por cento dos pacientes abandonaram
o tratamento por motivo de saúde ou razões matrimoniais e 198 trocaram por Viagra
(sildenafil). Mas 120 deles voltaram para a terapia injetável.
Os autores concluíram que
um protocolo de tratamentos injetáveis progressivos produz uma taxa de resposta
positiva alta (97.6 por cento), com a maioria (57.2 por cento) dos pacientes
que tiveram sucesso no coito durante o seguimento de três anos.
Os autores discutem que
essa abordagem faz com que os pacientes que respondem mais precocemente deixem
de usar drogas mais complexas, dolorosas e caras. 1995;19:13-8.
Ref: Baniel
J, Israilov S, Engelstein D, et al.Three-year outcome of a
progressive treatment
program for erectile dysfunction with intracavernous
injections of vasoactive drugs. [In Process Citation] Urology
(United States), Oct 01 2000, 56(4) p647-652