A mortalidade
por câncer de próstata nos EUA, entre homens com menos de 85 anos, chegou a
seu nível mais baixo desde 1986, ano em que a dosagem do PSA foi introduzida
na prática clínica, de acordo com um trabalho publicado em março/2000 na revista
Epidemiology.
Tarone e cols,
de Bethesda, Maryland, encontraram um decréscimo de 16,1% na mortalidade por
câncer de próstata ajustada por idade, no período entre 1991 e 1997, entre homens
brancos. Entre os negros o decréscimo foi de 10,9%, no períodoentre 1993 e 1997.
"Na realidade, para homens com idade entre 60 e 79 anos, a mortalidade por câncer
de próstata foi a mais baixa desde 1950", afirma o Dr. Tarone.
Os autores
explicam que houve um marcante aumento no diagnóstico de câncer de próstata
em 1990, logo após a introdução da dosagem do PSA na prática clínica. Dois anos
após esse aumento, seguiu-se uma diminuição nas taxas de mortalidade por esta
doença. Como o diagnóstico de casos ainda localizados na próstata continuou
a crescer, enquanto o diagnóstico de casos disseminados diminuiu, acredita-se
que o diagnóstico tem sido feito mais rapidamente, permitindo o tratamento precoce
e prevenindo a disseminação.
Os pesquisadores
também apontam que as taxas de sobrevivência de pacientes com câncer disseminado
são de 80% para 1 ano, 49% para 3 anos e 33% para 5 anos, enquanto para os pacientes
com diagnóstico de câncer restrito à próstata são de 100%, 100% e 98%, respectivamente.
Finalmente,
os autores afirmam que "a dramática diferença na sobrevida de pacientes com
doença localizada na próstata, em relação àqueles com doença disseminada, deixa
clara a necessidade de um programa de screening capaz de detectar a doença em
seus estágios iniciais, o que deverá ter um rápido impacto nas taxas de mortalidade".
Ref.:
Epidemiology 2000;11:167-170.