Pacientes
entre 40 e 85 anos com osteoartrite clinicamente sintomática
do joelho (segundo os critérios da Associação
Americana de Reumatologia) foram escolhidos para participar
deste estudo, a menos que tivessem mudanças graves
na radiografia (por exemplo: espaço das juntas gravemente
reduzidos com esclerose do osso subcondral). Aqueles que
tiveram osteoartrite secundária ou sintomas mais
graves foram excluídos. Os pacientes foram selecionados
aleatoriamente para receber 800 mg de condroitina 4 e 6
sulfato (n=150) ou placebo (n=150) diariamente, durante
dois anos.
Os principais
resultados, avaliados via intenção de tratamento,
foram progressão radiográfica e alívio,
medido pelos Índices de Osteoartrite das Universidades
de Western Ontario e McMaster. Os participantes e os pesquisadores
não sabiam em que grupo os pacientes foram colocados
até a conclusão do estudo.
Embora apenas
219 pacientes (73%) completaram os 2 anos de estudo, os
pesquisadores fizeram a observação final e
realizaram a radiografia quando cada paciente abandonou
o tratamento. No final dos dois anos, os pacientes que tomaram
a condroitina não sentiram nenhuma mudança
entre os espaços das juntas desde os valores basais;
nos pacientes que tomaram o placebo, os espaços da
junta estreitaram na média de 0,14mm (± 0.57
mm; P = .04). Parece que a condroitina protegeu as juntas
de uma futura deteriorização. Porém,
não teve nenhum efeito na dor.
Conclusão:
Depois de dois anos de tratamento o sulfato de condroitina
não teve nenhum efeito no conforto dos pacientes
com artrite degenerativa grave do joelho. Porém,
se comparado ao placebo, parece que a condroitina pode ter
um pequeno efeito protetor para a junta. A relevância
clínica desse efeito ainda é desconhecida.