Artigos Científicos
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Pneumologia

Síndrome do desconforto respiratório agudo

A síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma manifestação de lesões agudas nos pulmões, em geral resultantes de sepse, trauma ou infecções pulmonares graves. Do ponto de vista clínico, caracteriza-se por dispnéia, hipoxemia grave, redução da complacência pulmonar e opacidades bilaterais difusas na radiografia de tórax. O tratamento é baseado no suprimento de oxigênio suplementar e em outras medidas de suporte. A abordagem de pacientes com a síndrome do desconforto respiratório agudo geralmente exige a intubação endotraqueal e ventilação mecânica. Com o objetivo de evitar lesões relacionadas à ventilação mecânica, recomenda-se o uso de pequeno volume tidal e baixa pressão de platô. O controle da condição clínica responsável pela insuficiência respiratória é fundamental para evitar o desenvolvimento de novas lesões. Diversos medicamentos orientados para os diferentes estágios fisiopatológicos da SDRA não se demonstraram tão eficazes clinicamente quando em estudos experimentais. As complicações (como o pneumotórax, derrame pleural e pneumonia focal) devem ser identificadas e adequadamente tratadas. Em casos refratários, estratégias diferentes e novas técnicas de ventilação mecânica devem ser analisadas, de preferência através ensaios clínicos. Durante a última década, a mortalidade diminuiu de mais de 50% para cerca de 32-45%. O óbito geralmente resulta da falência de múltiplos órgãos, e não apenas da insuficiência respiratória.

Múltiplos fatores de risco para o desenvolvimento da SDRA foram identificados. A sepse parece ser o mais comum, mas o risco é ainda maior com a presença de outros fatores. A transfusão de sangue é um fator de risco independente. Idade avançada e tabagismo estão associados com um maior risco de SDRA, enquanto a ingestão de álcool não parece influenciar na incidência dessa condição.

Exames por imagem

Em pacientes com lesão pulmonar direta, alterações focais podem ser evidentes desde as primeiras radiografias de tórax. Naqueles com lesões indiretas, por outro lado, a radiografia inicial opde ser inespecífica ou semelhante aos exames de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva, com pequenos derrames pleurais. Posteriormente, observa-se o aparecimento de edema pulmonar intersticial que evolui para infiltrados difusos. Com a progressão da doença, as opacidades reticulares e alveolares bilaterais difusas tornam-se mais evidentes. Algumas complicações como o pneumotórax e o pneumomediastino podem ser discretas e de difícil diagnóstico, principalmente em exames realizados no leito e em pacientes com opacidades pulmonares difusas. A evolução clínica do paciente pode não apresentar paralelo com os achados radiológicos. Com a resolução da doença, entretanto, as alterações radiológicas desaparecem.

As alterações mais evidentes da SDRA na tomografia computadorizada (TC) de tórax são áreas de consolidação difusa com broncogramas aéreos, bolhas, derrames pleurais, pneumomediastino e pneumotórax. Posteriormente, podem surgir cistos pulmonares em número e tamanho variáveis. A realização da TC de tórax é importante em pacientes sem melhora clínica apesar do tratamento adequado da condição subjacente, podendo identificar complicações da SDRA e aquelas relacionadas à passagem de cateteres e intubação traqueal, como o pneumotórax, pneumomediastino, pneumonia focal, posicionamento inadequado do cateter e infarto pulmonar.

Referências

  1. Ashbaugh DG, Bigelow DB, Petty TL, Levine BE. Acute respiratory distress in adults. Lancet 1967;2:319-23.
  2. Hudson LD, Steinberg KP. Epidemiology of acute lung injury and ARDS. Chest 1999;116(1 suppl): S74-82.
  3. Am Fam Physician 2003;67:315-22

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


A LINCX Sistemas de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal