A embolia pulmonar (EP) é uma doença
comum nos Estados Unidos, havendo 170.000 a 650.000 pacientes casos de tromboembolismo
anualmente. O National Institute of Health estima que entre 200.000
e 600.000 pacientes são hospitalizados por ano com tromboembolismo venoso,
ocorrendo 50.000 óbitos por EP a cada ano.
O subdiagnóstico de EP é comum.
Um grande estudo nos EUA durante a década de 70 concluiu que apenas 29%
dos pacientes que sobreviveram a essa condição por mais de 1 hora
foram diagnosticados e tratados. Esse fato é preocupante especialmente
por se tratar de uma doença na qual a mortalidade é cinco a seis
vezes maior entre os pacientes que não recebem o diagnóstico e
tratamento adequados.
Fatores de risco – Um dos principais fatores
de risco para trombose venosa profunda dos membros inferiores e EP secundária
é a imobilização. Determinadas condições,
como a pneumonia, podem deixar o paciente restrito ao leito e propiciar o desenvolvimento
de EP como uma complicação da doença inicial. Os fatores
de risco mais comuns para a EP incluem a idade, história de tromboembolismo
venoso, imobilização prolongada ou paralisia, doenças malignas,
insuficiência cardíaca congestiva, terapia estrogênica, traumas,
gravidez, obesidade e cirurgias.
Estudo diagnóstico: Radiografia de tórax
– A radiografia de tórax é parte essencial da avaliação
de pacientes com suspeita de EP. A sua principal função é
descartar outras condições que podem ter apresentação
clínica semelhante à EP aguda, como o pneumotórax. O achado
de infiltrados parenquimatosos com forma em cunha aumenta a especificidade para
o diagnóstico de EP; no entanto, não estabelecem, de forma alguma,
o diagnóstico.
Estudo diagnóstico: Estudo ventilação-perfusão
do pulmão – O estudo da relação ventilação-perfusão
(também conhecido por V/Q) é o exame principal para o diagnóstico
de EP, e o nosso conhecimento sobre o seu papel melhorou bastante após
a realização de estudos bem desenhados. O estudo PIOPED mostrou
que a relação V/Q é sensível e, em alguns casos,
específico para a EP. Entre pacientes com EP confirmada por angiografia,
97% apresentam alterações no estudo V/Q com alta, média
ou baixa probabilidade. Dentre os casos confirmados, 41% apresentaram estudos
com alta probabilidade. De todos os pacientes que tiveram um estudo com alta
probabilidade, 88% tiveram o diagnóstico de EP confirmado por angiografia.
O grau de suspeita clínica, associado ao estudo V/Q, geralmente é
suficiente para avaliar a possibilidade de tromboembolismo venoso e dirigir
a conduta terapêutica (tratar ou não).
Estudo diagnóstico: Angiografia pulmonar
– A angiografia pulmonar é considerada por muitos o padrão
ouro no diagnóstico de EP, com sensibilidade e especificidade superiores
a 90%. Entretanto, é um exame invasivo e que apresenta riscos, especialmente
pelo fato de ser utilizada em pacientes com problemas agudos. Pode ser utilizado
quando há suspeita clínica e não existem dados suficientes
para indicar a anticoagulação. Nos casos de estudos V/Q de probabilidade
intermediária, a TC pode ser utilizada para visualizar diretamente o
êmbolo pulmonar (substituindo a angiografia). A experiência inicial
aponta favoravelmente para esse procedimento, mas a sensibilidade e especificidade
desse exame ainda deve ser determinada por estudos clínicos maiores.
A principal deficiência é a incapacidade de visualizar ramos arteriais
além de 4a. ordem, dificultando o diagnóstico de pequenos êmbolos
distais.
Referências
Siegel BA Pronto AV, Theras EG, et al: Nuclear
Radiology (Fourth Series) Test and Syllabus. Reston, VA: American College
of Radiology. p. 51, 1990.
Hampson NB, Culver BH: Clinical aspects of pulmonary
embolism. Semin Ultrasound CT MR. 18:314-322, 1997.
Hockberger RS, Rothstein R: Pulmonary embolism.
Emerg Med Clin North Am. 1:393-415, 1983
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