Certas crianças que buscam
atendimento de emergência devido a asma parecem ter uma menor saturação de oxigênio
(Sat O2) e uma pior percepção de falta de ar que outras, segundo o que investigadores
do REINO UNIDO relatam em artigo publicado no Archives of Disease in Childhood
de Outubro. (Arch Dis Child 2000;83:325-329)
Pesquisadores do Royal Alexandra
Children's Hospital, em Brighton, comandados por Dr. I. Male tentaram determinar
a existência de uma associação entre a hipóxia e a percepção de falta de ar
em crianças com exacerbação aguda de asma.
Os investigadores estudaram
27 crianças com idades variando entre 5 e 16 anos, que foram hospitalizados
por causa de asma aguda. Foram feitas medidas consecutivas de saturação de oxigênio
(SaO2) e de função pulmonar (FEV1) e foram obtidos repetidamente escores de
percepção de falta de ar até 72 horas após a admissão.
Doze das crianças estavam
hipóxicas na admissão, e apesar de ter um grau significativamente maior de obstrução
da via aérea, este grupo mostrou uma tendência para pontuações mais baixas no
escore de percepção de falta de ar. Além disso, embora demonstrando uma melhora
semelhante em FEV1, estas crianças apresentaram uma menor mudança na pontuação
da sensação de falta de ar entre a admissão e na alta, diferente do grupo não-hipóxico.
Os investigadores concluem
que "as crianças asmáticas que chegam hipóxicas ao hospital tendem a achar
que estão com menos falta de ar que as crianças não-hipóxicas." Isto, de
acordo com os pesquisadores, "pode predispor a uma crise grave, potencialmente
fatal".
Referência:
Arch Dis Child 2000;83:325-329.