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Obesidade interfere na resposta da terapêutica asmática

Estar acima do peso ou ser obeso não piora a asma leve ou moderada, mas os pacientes podem ter uma resposta reduzida à medicação.

Ao estudar um grupo bem caracterizado de pacientes com asma, este estudo recente pôde determinar que o aumento do peso não está associado com a maior gravidade da asma. Embora benefícios possam ser obtidos com a perda de peso em outras doenças, essas descobertas sugerem que uma melhoria na asma pode não ser necessariamente resultado da perda de peso.

As descobertas também sugerem que os médicos devem estar atentos ao fato de pacientes asmáticos obesos poderem não responder bem aos corticosteróides, a medicação para controlar a asma de maior sucesso, o que pode afetar as decisões sobre dosagem e possíveis alternativas aos esteróides.

Estudos prévios sugeriram que a obesidade predispõe as pessoas ao desenvolvimento da asma, a sintomas mais severos da asma e a responder menos aos medicamentos. Entretanto, o mecanismo exato para essas relações não foram esclarecidas e os estudos normalmente têm se baseado em relatos dos pacientes sobre seus diagnósticos e sintomas ao invés de usar ferramentas mais precisas para caracterizar os pacientes.

Esta pesquisa examinou a questão em um grupo bem caracterizado de 1.256 pacientes que participaram de estudos do NIH. Eles dividiram os pacientes em dois grupos: com IMC menor do que 25 (magro) e IMC maior ou igual a 25 (com sobrepeso e obeso).

Não foram encontradas diferenças significativas em medidas de capacidade pulmonar, uso de inaladores e pontuação em questionário sobre asma e qualidade de vida entre os pacientes dos dois grupos.

Entretanto, a resposta aos medicamentos apresentou diferenças com o aumento de peso. Entre um subgrupo de 183 pessoas, pacientes magros usando somente corticosteróides inalados apresentaram uma redução 55% maior de óxido nítrico exalado, uma medida de inflamação. Pacientes magros usando uma combinação de esteróides inalados e agonista beta de liberação lenta aumentou o FEV1 em mais de 80 mililitros. Entretanto, não houve diferenças no número de ataques de asma entre esses pacientes.

Os dados sugerem que pessoas acima do peso ou obesas respondem pior aos medicamentos de controle do que aqueles com peso normal. Esses dados são provenientes de outros estudos realizados para responder outras questões, entretanto, mais estudos estão sendo conduzidos para determinar de forma definitiva os efeitos do aumento de peso na resposta ao tratamento da asma.

Ref. Journal of Allergy and Clinical Immunology, 08/06/2009


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