O
tratamento precoce da osteomielite em crianças melhora o
prognóstico a longo prazo e reduz a necessidade de intervenções
cirúrgicas.
Os marcadores de fase aguda, como contagem de leucócitos,
velocidade de hemo-sedimentação e proteína C reativa (PCR)
são parâmetros sensíveis para o acompanhamento do curso
da infecção e da resposta ao tratamento, apesar de serem
pouco específicos. A US permite detectar mudanças precoces
no processo inflamatório ósseo, assim que a infecção começa
a se espalhar além do osso cortical. Pesquisas indicam que
a US duplex pode ser diagnóstica na avaliação de inflamação
em tecidos moles, através da determinação do fluxo Doppler.
O diagnóstico precoce da osteomielite aguda ainda é um desafio.
As cintilografias com 99mTcMDP e gálio-67 são freqüentemente
usadas em combinação para a realização do diagnóstico. Apesar
da US ter suas limitações na avaliação da estrutura óssea,
pode facilitar o diagnóstico precoce da osteomielite aguda
ao demonstrar a presença de alterações nos tecidos moles.
Na osteomielite, tais mudanças podem ser demonstradas 1
a 2 dias após o início dos sintomas. A combinação da cintilografia
óssea e da US pode facilitar o diagnóstico precoce e reduzir
a necessidade de intervenção cirúrgica. A análise da vascularização
sonográfica de tecidos moles por Duplex em crianças pode
ajudar a monitorar o curso da doença. A US Doppler fornece
informações prontamente disponíveis, não-invasivas, quantificáveis
e reproduzíveis, sem causar dano ao paciente.
A
TC e a RM são métodos alternativos para o acompanhamento
clínico da osteomielite. A TC contribui para a visualização
do osso cortical e da estrutura medular, mas não demonstra
bem a vascularização do osso atingido pela osteomielite.
Já a RM é mais sensível no diagnóstico de osteo-miliete
e no acompanhamento do curso clínico da doença,apesar de
ser um método caro. A US pode ajudar a distingüir a osteomielite
aguda precoce da tardia, reduzindo o número de exames radiológicos
necessários, particularmente nas fases ainda iniciais da
doença.
Num
estudo prévio, as características sonográficas compatíveis
com a fase já mais avançada da osteomielite aguda foram
o espessamento periosteal, a elevação do periósteo, a presença
de pus e a formação de abscesso (fotos).