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Padrões ultra-sonográficos da doença renal policística durante a infância

As variações no padrão ultra-sonográfico das doenças renais policísticas hereditárias durante a infância foram determinadas em um estudo recentemente publicado no periódico Pediatric Radiology. Existem dois tipos de doenças renais policísticas – a forma autossômica recessiva (DRPAR) e autossômica dominante (DRPAD). Avanços tecnológicos permitiram a obtenção de melhores imagens ultra-sonográficas e o diagnóstico precoce da doença renal policística, durante o período pré-natal ou neonatal. De acordo com os autores, o prognóstico da DRPAR vem melhorando e muitos pacientes sobrevivem graças a uma melhor abordagem e ao transplante renal. Segundo eles, ‘tendo em vista o rastreamento motivado pelo antecedente familiar, a DRPAD tende a ser detectada ainda mais precocemente.’ Nesses casos, recomenda-se a monitorização ultra-sonográfica, embora a maioria dos pacientes permaneçam assintomáticos até a idade adulta.

O exame ultra-sonográfico de 29 pacientes foi analisado por radiologistas do Children University Hospital Queen Fabiola, em Bruxelas. Dezesseis crianças apresentavam DRPAR e 13 apresentavam DRPAD. Foram observadas as seguintes características ultra-sonográficas da DRPAR – 10 entre os 16 pacientes apresentavam rins de dimensões aumentadas (acima de 4 desvios padrão); 7 pacientes apresentavam cistos < 1 cm, enquanto 3 pacientes apresentavam cistos > 1 cm e outros 3 pacientes apresentavam microcistos difusos. ‘Focos hiperecogênicos difusos foram observados em 14 pacientes – dentre os quais, 13 desenvolveram insuficiência renal no momento do exame ou logo em seguida’, observam os autores.

Foram observadas as seguintes características ultra-sonográficas da DRPAR – as dimensões renais se encontravam entre 0-2 desvios padrão em 7 dos 13 pacientes, e acima disso nos 6 restantes; três pacientes apresentavam rins hiperecogênicos, com perda da diferenciação córtico-medular, enquanto outros apresentavam ecogenicidade normal (n=5) ou de difícil determinação. Quatro apresentavam cistos < 1 cm e oito apresentavam cistos > 1 cm, dentre os quais cinco apresentavam > 3 cm. Nesse grupo, não se observou insuficiência renal.

Os autores concluem que ‘em crianças maiores, a DRPAR e a DRPAD podem ter aspectos semelhantes. Grandes cistos (> 3 cm) são a marca registrada na ultra-sonografia para o diagnóstico da DRPAD; na DRPAD, além disso, poucas variações ultra-sonográficas ocorrem com o passar do tempo.’

Referência bibliográfica: Avni, F.E. et al. Hereditary polycystic kidney diseases in children: changing sonographic patterns through childhood. Pediatric Radiology 2002 March; 32:169–174.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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