Artigos Científicos  
     Artigos Médicos

Buco - Maxilo

Cardiologia

Cirurgia Geral

Dermatologia

Endocrinologia

Fisiologia

Gastroenterologia

Genética

Geriatria

Ginecologia

Hematologia

Medicina Nuclear

Moléstias Infecciosas

Nefrologia

Neurologia

Obstetrícia

Oncologia

Ortopedia

Pediatria

Pneumologia

Radiologia

Reumatologia

Urologia

Vascular

Outras Especialidades


Pediatria

As cefalosporinas são melhores para o tratamento de infecções estreptocócicas em crianças?

Dúvida clínica: O tratamento com cefalosporinas, em vez de penicilinas, está relacionado a uma melhor evolução clínica ou bacteriológica em crianças com faringo-amigdalites estreptocócicas?

Desenho do estudo: Meta-análise (estudos controlados e randomizados)

Resumo: Os autores dessa meta-análise identificaram 35 estudos comparando o emprego de cefalosporinas e penicilinas durante 10 dias no tratamento de crianças com faringite causada pelo estreptococos beta-hemolítico do grupo A. Os estudos (em todas as línguas) foram encontrados através de pesquisas no MEDLINE e EMBASE, listas de referências de estudos analisados, e resumos de congressos da Society for Pediatric Research e da Interscience Conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy. Nem todos os estudos foram considerados trabalhos de boa qualidade; 59% apresentaram um escore Jadad entre 0-2 (em uma escala de 0-5, na qual 5 = qualidade máxima), e a maioria deles não eram duplo-cegos. Em outras palavaras, os estudos podiam apresentar vieses relevantes que não podem ser reparados através de uma meta-análise. Entretanto, felizmente, os resultados mais importantes do ponto de vista estatístico foram obtidos nos estudos d e melhor qualidade.

De modo geral, a cura bacteriológica foi significativamente maior entre os pacientes tratados com cefalosporinas (92,6% versus 80,6%; número que é necessário tratar [NNT] = 8), assim como a cura clínica (93,6% versus 85,8%; NNT = 13). As taxas de cura bacteriológica não foram diferentes comparando-se os grupos tratados com cefalosporinas de primeira, segunda ou terceira geração. As taxas de cura entre os pacientes que receberam penicilinas mais recentes foram um pouco menores (83,4% com as penicilinas desenvolvidas na década de 70, em comparação com 79,4% com as drogas desenvolvidas na década de 90), sem representar uma diferença estatisticamente significativa. Os investigadores não encontraram evidências de viés de publicação.

Conclusão: Em crianças com faringo-amigdalites estreptocócicas, o uso de cefalosporinas como alternativa às penicilinas está relacionado a uma melhor evolução clínica e bacteriológica. Para cada 13 crianças tratadas com cefalosporinas, em vez de penicilinas, uma criança a mais será beneficiada. Apenas duas cefalosporinas - cefaclor e loracarbef - não demonstraram vantagens sobre a penicilina nessa meta-análise. O efeito do emprego das cefalosporinas na prevenção da febre reumática permanece desconhecido.

Referência: Casey JR, Pichichero ME. Meta-analysis of cephalosporin versus penicillin treatment of group A streptococcal tonsillopharyngitis in children. Pediatrics April 2004;113:866-82.


A LINCX Serviços de Saúde possui todos os direitos autorais dos artigos e imagens publicados neste portal