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Estudo radiológico das massas placentárias através da ultra-sonografia com Doppler colorido

Em um trabalho publicado no Ultrasound in Obstetrics and Gynecology, pesquisadores da University of Virginia analisaram a avaliação radiológica das massas placentárias com o Doppler colorido. As massas placentárias estão relacionadas a uma evolução perinatal precária e a detecção ultra-sonográfica precoce possibilita um melhor cuidado perinatal. Os autores caracterizaram os corioangiomas como 'uma massa placentária bem circunscrita, única ou múltipla, com constituição sólida, ou sólida com imagens císticas contendo ecos.' Os corioangiomas com significado clínico (> 5 cm) causam várias complicações, como o poliidrâmnio, trabalho de parto prematuro, insuficiência cardíaca, hidropisia e retardo do crescimento fetal, aumentando a morbidade materna e fetal. Os pesquisadores avaliaram retrospectivamente os achados do Doppler colorido e de pulso em 14 mulheres com massas placentárias.

Houve 7 casos de corioangioma, e em todos os casos foi possível identificar o corioangioma pelo fluxo sangüíneo elevado no interior da massa. As outras massas incluíam 2 quadros de hemorragia placentária e os outros 5 casos apresentaram resolução espontânea no decorrer da gestação, tratando-se presumivelmente de outros casos de hemorragia placentária. Entre os 7 casos de corioangioma, 6 estavam associados com poliidrâmnio e 1 apresentava oligoidrâmnio, mas nenhum caso de hemorragia apresentou poliidrâmnio. Em 6 pacientes com corioangioma foi observado trabalho de parto prematuro, além de outros 2 casos no grupo com hemorragia placentária (mas não naquelas em que houve desaparecimento espontâneo da massa).

Os achados ultra-sonográficos do corioangioma foram de massas placentárias sólidas ou cístico-sólidas, bem circunscritas e com fluxo sangüíneo elevado no seu interior. Tratam-se de tumores vascularizados com grandes malformações arteriovenosas que possibilitam o aparecimento de shunts. Por outro lado, nas hemorragias, semelhantes ao corioangioma na avaliação com escalas de cinza, demonstrou-se fluxo periférico em um dos casos e ausência de fluxo no outro. É lógico concluir que o estudo do fluxo com o Doppler colorido e a Doppler-velocimetria podem ser utilizados na identificação de tumores vasculares, como o corioangioma. Os autores recomendam o acompanhamento dessas massas através da ultra-sonografia convencional, tendo em vista o crescimento variável e imprevisível que pode ser observado.

Referência:
Color Doppler imaging of placental masses: differential diagnosis and fetal outcome G Mari et al Ultrasound in Obstet Gynecol (November) 2000:16:559-563

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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