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Discussao de caso 2 - Obstetrícia

Uma primigrávida de 23 anos vai ao pronto-socorro na 31ª semana de gestação com uma dor de cabeça muito forte. Sua pressão sangüínea sentada é de 210/130 mm/Hg. Testes de laboratório não são notáveis com um hematócrito de 34%, contagem de glóbulos brancos de 9,000/mm3 , contagem de plaquetas de 194.000/mL, testes de funções do fígado normais e sem proteinúria.

Qual o diagnóstico diferencial?

A hipertensão aguda pode ser o resultado de qualquer tipo de distúrbio. Ainda que a etiologia seja geralmente aparente, deve-se considerar as possibilidades diagnósticas, além da pré-eclampsia, se a apresentação clínica for atípica. Esses diagnósticos alternativos incluem, entre outras coisas, feocromocitoma, trombose da veia renal, retirada da clonidina, ingestão de cocaína, ingestão de metanfetamina e exacerbação aguda de uma doença vascular do colágeno subjacente. Em muitos casos, porém, a causa da hipertensão aguda é o resultado da piora da hipertensão essencial adjacente ou da exacerbação aguda da pré-eclampsia (1).

Quais são as principais complicações dessa condição?

As emergências de hipertensão podem complicar a pré-eclampsia e também a hipertensão crônica. Mesmo que a patofisiologia possa ser diferente, a abordagem à avaliação aguda e administração é a mesma, com a meta do princípio sendo evitar a encefalopatia hipertensiva e o acidente cérebro-vascular. Não está tão claro se o controle agressivo da pressão sangüínea pode reduzir o risco de eclampsia. Embora raro, o acidente cérebro-vascular como um resultado de hipertensão aguda é a causa principal da mortalidade materna na pré-eclampsia, somando de 15 a 20% das mortes por pré-eclampsia/ eclampsia (2).

Referências:
1. Repke JT. Preeclampsia and hypertension. In: Repke JT, ed. Intrapartum Obstetrics. New York, NY: Churchill Livingstone, 1996. p. 271.
2. Mackay AP, Berg CJ, Atrash HK. Pregnancy related mortality from preeclampsia and eclampsia. Obstet Gynecol 2001; 97:533-8.


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