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Crise hipertensiva em obstetrícia

O que constitui uma crise hipertensiva?

Várias autoridades tentaram de definir os parâmetros iniciais para a crise hipertensiva e sugeriram que se deveria usar PA diastólica >115 mmHg e/ou pressão sangüínea sistólica > 200 mmHg para a crise hipertensiva (1,2). Porém, a experiência clínica demonstrou que o AVC pode ocorrer em mulheres cuja PA permaneceu constantemente abaixo desses parâmetros iniciais. Outros propuseram que essa é a taxa da mudança da PA, em vez de uma medida absoluta, que é responsável pela lesão cerebral (2).

Quais complicações podem resultar de uma crise hipertensiva?

As crises hipertensivas podem afetar vários sistemas internos. Descolamento da retina e/ou hemorragia, insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio, insuficiência renal, insuficiência hepática, descolamento da placenta e encefalopatia hipertensiva podem resultar de hipertensão aguda e descontrolada. A evidência clínica de qualquer um dos efeitos acima precisa ser cuidada rapidamente com esforços dirigidos primeiramente ao controle da pressão sangüínea (2).

Há uma PA limiar sobre a qual a terapia anti-hipertensiva deveria ser instituída?

O risco de derrame hemorrágico parece correlacionado diretamente com o grau de elevação da PA sistólica e está menos relacionado, mas não independente, da pressão diastólica (3). Não está claro se há uma pressão limiar sobre a qual a terapia emergente deveria ser instituída (3). A maioria dos pesquisadores recomenda terapia anti-hipertensiva agressiva para pressão diastólica sustentada de =105-110 mmHg e pressão sistólica de =160 mmHg (4), embora essas limiares não tenham sido testadas prospectivamente. A vasculatura cerebral da mulher com hipertensão crônica adjacente provavelmente pode tolerar pressões sistólicas mais altas sem lesão, enquanto adolescentes com PA normalmente baixa podem se beneficiar do início do tratamento em níveis mais baixos.

Referências:
1. Barton JR, Sibai BM. Acute life-threatening emergencies in preeclampsia-eclampsia. Clin Obstet Gynecol 1992; 35:402-13.
2. Repke JT. Preeclampsia and hypertension. In: Repke JT, ed. Intrapartum Obstetrics. New York, NY: Churchill Livingstone, 1996. p. 271.
3. Lindenstrom E, Boysen G, Nyboe J. Influence of systolic and diastolic blood pressure on stroke risk: a prospective observational study. Am J Epidemiol 1995; 142:1279.
4. Report of the national high blood pressure education program working group on high blood pressure in pregnancy. Am J Obstet Gynecol 2000; 183 (Suppl):1-22.


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