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RM pode prever doenças de alzheimer

A Ressonância Magnética (RM) pode ser útil na identificação de pacientes com Doença de Alzheimer, ainda nos estágios iniciais da doença, de acordo com um estudo publicado em abril/2000 na Annals of Neurology.

"Se pudermos ser suficientemente específicos na avaliação das funções cerebrais antes do desenvolvimento da Doença de Alzheimer, poderemos ser muito precisos na identificação dos casos antes do aparecimento completo da doença", afirmou a Dra. Marilyn S. Albert, do MGH, em Boston, USA.

A Dra. Marilyn e uma equipe multicêntrica de pesquisadores realizaram um estudo longitudinal de homens e mulheres idosos, com várias medidas realizadas por RM no início do trabalho. Os participantes da pesquisa incluíam 24 pacientes sem problemas cognitivos, 79 com problemas leves de memória e16 com Doença de Alzheimer.

Ao final do terceiro ano do estudo, 19 dos 79 pacientes com pequenos problemas de memória haviam sido diagnosticados como sendo portadores de Alzheimer. "Nossos dados demonstraram que as medidas tomadas com a RM do córtex entorinal, dos limites do sulco temporal superior e da porção caudal do giro do cíngulo são úteis para discriminar estes grupos", afirmaram os autores.

A discriminação entre indivíduos normais e aqueles com Alzheimer, mesmo que leve, foi de 100%. A precisão foi de 93% na distinção entre indivíduos normais e os que desenvolveram Alzheimer durante os estudos e de 85%na distinção entre os normais e os que tiveram piora nas funções cognitivas mas não preenchem os critérios para diagnóstico de Doença de Alzheimer. A identificação desses pacientes nos estágios iniciais da Doença de Alzheimer pode ser importante para o tratamento.

"Acreditamos que até a próxima década deverá haver um tratamento efetivo para a doença", disse a Dra. Marilyn. Devido aos efeitos colaterais e ao custo do tratamento, saber discriminar os pacientes que estão desenvolvendo a doença será essencial, segundo a Dra. Marilyn, que ainda afirmou que a RM será também utilizada na avaliação da eficácia do tratamento.

Referência: Ann Neurol 47:430-439, 2000.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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