Transplantar células que promovem crescimento dos vasos sanguíneos também pode restaurar as funções dos nervos em modelos animais para diabetes, segundo trabalho publicado recentemente na revista cirntífica Circulation.
A maioria das pessoas com diabetes tem alguma forma de neuropatia - dano nos nervos periféricos que pode causar a perda de sensação nas mãos, pernas, pés e pernas. O dano, causado pelo nível alto de açúcar no sangue, ocorre gradualmente e em casos avançados pode levar a amputações. Estudos têm relacionado o dano a problemas com fornecimento de sangue aos nervos periféricos.
Células cultivadas da medula óssea podem promover o crescimento de vasos sanguíneos e o revestimento que protege os nervos nos membros dos animais diabéticos, de acordo com descobertas da pesquisa da Emory University School of Medicine.
Acredita-se que a medula óssea contenha células progenitoras endoteliais (EPCs), que podem se dividir em células endoteliais, formando um "curativo" para os vasos sanguíneos danificados.
A pesquisa cultivou células da medula óssea de modo que fossem ricas de EPCs e as injetou próximas aos nervos ciáticos dos camundongos diabéticos.
O nervo ciático é um nervo extenso que percorre das costas até a parte traseira da perna.
Os resultados detectaram que ao longo de várias semanas, a velocidade do sinal e sensibilidade à temperatura foram restauradas no nervo de camundongos diabéticos que receberam as células da medula óssea.
Parece que uma fração das células da medula óssea se transformou em células endoteliais embora muitas delas retenham características que faz com que elas pareçam leucócitos. Entretanto, elas secretam moléculas que estimulam o crescimento de células endoteliais e células de Schuwann, o que protege e isola os nervos periféricos.
EPCs derivadas da medula óssea também têm sido usadas em estudos sobre o reparo do músculo cardíaco depois de um ataque cardíaco. Entretanto, a maioria dos estudos anteriores indicou que eles desaparecem do músculo depois de algumas semanas.
Os pesquisadores ficaram surpresos em descobrir que neste ambiente específico, eles se enxertam e sobrevivem por mais tempo do que em outros tecidos.
Ref. Circulation, 04/02/2009