Em artigo publicado no
Archives of Internal Medicine da Academia Americana de Medicina, o acetaminofen,
o princípio ativo do Tylenol®, foi proposto para tratar a dor, a sensibilidade
a luminosidade e a sensibilidade para sons causadas pela enxaqueca.
Este estudo demonstra pela
primeira vez que o acetaminofen é efetivo para o tratamento de pacientes que
normalmente não são incapacitados pela enxaqueca.
Em um estudo duplo-cego,
placebo-controlado conduzido por mais de cinco meses, 147 pacientes foram tratados
com 1,000 mg de acetaminofen (dois comprimidos de Tylenol Extra Forte) e 142
pacientes com placebo. Os pacientes preenchiam os critérios diagnósticos para
enxaqueca (com ou sem aura) da Sociedade Internacional de Enxaqueca e estavam
em boa saúde. Dor de cabeça deveria ser moderada ou severa na hora do tratamento.
Foram excluídos pacientes que necessitaram de repouso no leito em mais que 50
por cento das crises de enxaqueca ou vomitaram em mais que 20 por cento dos
ataques no estudo, baseado na convicção que tais pacientes não deveriam ser
tratados com medicamentos de venda livre.
Esta pesquisa demonstra
que para uma grande sub-população, bem-definida de pacientes com enxaqueca,
o acetaminofen, um analgésico de venda sem necessidade de receita médica com
um perfil de segurança excelente, pode tratar efetivamente a dor e sintomas
associados à enxaqueca.
Este estudo se correlaciona
a outro, recentemente publicado no JAMA (novembro/2000) que compara uma abordagem
estratificada com estratégias escalonadas para o tratamento de enxaquecas. Os
achados daquele estudo, demonstraram que selecionando o tratamento inicial baseado
no grau de incapacidade relacionado à enxaqueca (abordagem estratificada) melhorou
o resultado dos pacientes.
Como a enxaqueca varia em
severidade de pessoa para pessoa, as necessidades individuais de tratamento
diferem de pessoa a pessoa, o Acetaminofen é um tratamento de primeira linha
para pessoas que normalmente não sofrem de incapacidade temporária nas crises
de enxaquecas. Se acetaminofen não resolve, ou se há pouco melhora da dor, o
paciente deve procurar seu médico para outras opções de tratamento.