Os homens e mulheres não
diferem significativamente na prevalência idade-específica ou incidência idade-específica
da doença de Alzheimer, de acordo com dados publicados no número de janeiro
do American Journal of Epidemiology.
Dr. Liesi E. Hebert do
Instituto Rush para o Envelhecimento Saudável, em Chicago (Rush Institute for
Healthy Aging) avaliou os indivíduos não institucionalizados com 65 anos ou
mais, domiciliados em Boston Oriental, Massachusetts.
As avaliações clínicas
não revelaram nenhuma diferença significante na prevalência da doença de Alzheimer
em relação à idade. Em uma coorte de 467 pessoas, 84 das 262 mulheres e 50 dos
205 homens tiveram a doença de Alzheimer. Depois de 11 anos de seguimento, os
investigadores não acharam nenhum risco aumentado de mortalidade relacionada
ao sexo devido à doença de Alzheimer quando comparado com aqueles que não apresentavam
a doença.
Os investigadores também
não notaram nenhuma diferença significante entre as mulheres e homens com relação
a idade de aparecimento da doença de Alzheimer. "Entre as 642 pessoas que inicialmente
não apresentavam a doença de Alzheimer, 57 das 362 mulheres e 38 dos 280 homens
contraíram a doença de Alzheimer num período médio de 4.3 anos."
"Apesar disto, a maioria
mulheres ainda carrega o fardo da doença de Alzheimer", afirmam. Os investigadores
calculam que o risco vitalício da doença de Alzheimer foi de 32% para as mulheres
e 18% para homens. Porém, isto pode ser explicado pelo menor risco de mortalidade
por todas as causas para mulheres quando comparadas aos homens. Assim, "o maior
número de mulheres com a doença de Alzheimer é devido a uma maior expectativa
de vida".
Am J Epidemiol 2001;153:132-136