Pacientes com
doença renal crônica devem ser avaliados com
o intuito de se estabelecer o diagnóstico específico
(tipo de doença renal), condições de
co-morbidade, gravidade da doença (de acordo com
a função renal), complicações
(também de acordo com a função renal),
risco de falência renal, e risco de se desenvolver
doenças cardiovasculares.
O tratamento
de pacientes com doença renal crônica inclui:
terapia baseada no diagnóstico específico,
avaliação, controle das condições
de co-morbidade, medidas que auxiliem na lentificação
da perda renal, prevenção e tratamento de
doença cardiovascular, preparação para
uma possível falha renal e terapia de reposição
renal, seja por reposição da função
pela diálise ou transplante, se sinais e sintomas
de uremia estiverem presentes.
A medicação
prescrita deve ser reavaliada em todas as visitas. Ajustes
na dose devem ser baseados nos níveis de função
renal. É importante a detecção de interações
medicamentosas, assim como de possíveis efeitos adversos
na função renal ou complicações
da doença renal crônica. Se possível,
deve ser feita monitoração da terapia medicamentosa.
Para cada paciente
deve ser desenvolvido um plano de ação baseado
no estágio da doença. Os hábitos individuais
de cada um devem ser incorporados ao plano de tratamento
em todos os estágios da doença.
Pacientes com
doença renal crônica devem ser encaminhados
para um nefrologista se não for possível o
preparo de um plano de ação clínico,
uma avaliação precisa ou a implementação
do tratamento recomendado. Na maioria dos casos, pacientes
com taxa de filtração glomerular abaixo de
30 ml/min/m2 devem ser encaminhados a um nefrologista.
Tradicionalmente,
o diagnóstico de doença renal crônica
é baseado na patologia e na etiologia. Uma classificação
simplificada enfatiza doenças nos rins nativos (divididos
entre aqueles que são diabéticos e aqueles
que não são diabéticos originalmente)
e doença renal em pacientes transplantados. Nos Estados
Unidos, doença renal diabética é a
causa mais comum de falência renal. Sua manifestação
mais precoce é microalbuminúria com uma taxa
de filtração glomerular normal ou elevada.
Pacientes diabéticos com microalbuminúria
e uma taxa de filtração glomerular normal
são classificados como estágio 1 da doença
renal crônica. Doenças renais não-diabéticas
incluem doenças renais glomerulares, vasculares,
tubulointersticiais e císticas.
O tratamento
específico depende do diagnóstico, e deve
ser realizada uma busca de possíveis causas reversíveis.
O plano de ação deve ser baseado no estágio
da doença, independentemente do diagnóstico.