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Moléstias Infecciosas

Prevenção de infecção hospitalar na unidade de terapia intensiva

A prevenção da infecção hospitalar nos pacientes internados em Unidades de Trapia Intensiva (UTI) é assunto publicado no COCC de outubro, avaliando que uma vez que os enfoques tradicionais das definições de infecção hospitalar e sua profilaxia são baseados em tempo e manobras não antibióticas os autores fazem uma revisão da literatura com o objetivo de ajudar os leitores a distinguir entre os dados que são baseados em evidências e o que é baseado em senso comum.

Geralmente utiliza-se a marca de 48 horas para distinguir infecção comunitária de hospitalar numa UTI e a lavagem das mãos como a pedra fundamental na abordagem da prevenção da infecção em UTI após as 48 horas.

Por outro lado, a filosofia da profilaxia antibiótica utiliza-se da descontaminação seletiva do trato digestivo é baseada no critério de estado de portador, onde estão envolvidos 3 diferentes tipos de infecção: endógena tanto primária como secundária e exógena.

A maioria das infecções é de desenvolvimento endógeno primário, sendo devida a microrganismos presentes na flora do paciente na época de sua admissão na UTI sendo controlados utilizando-se cefotaxima parenteral administrado imediatamente após a admissão.

O objetivo do uso de Polimixina E/Tobramicina/Anfotericina B aplicados topicamente na garganta e estômago é para prevenir a infecções endógenas secundárias devido a microrganismos adquiridos na unidade, ocorrendo, geralmente, após 7 dias.

As infecções exógenas são causadas por microrganismos que não estavam presentes no paciente quando sua internação podendo ocorrer em qualquer período de sua estada na UTI e apenas altos padrões de higiene são capazes de evita-las.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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