Anthrax
O que é a forma gastrointestinal do anthrax?
A forma gastrointestinal
do anthrax resulta da ingestão de endosporos, geralmente encontrados em carnes
de animais infectados. Portanto, essa forma da doença costuma ocorrer em grupos
populacionais. Ainda não foram descritos casos nos EUA.
Dois a cinco
dias após a ingestão (período que pode variar de 1 a 7 dias), o paciente apresenta
febre, náuseas e vômitos, dores abdominais difusas, com rigidez abdominal e
melena (fezes com sangue). Em dois a quatro dias, desenvolve-se ascite (e melhora
dos sintomas abdominais). A cultura do líquido ascítico, em geral, é positiva
para o agente etiológico.
A infecção
do trato gastrointestinal provoca úlceras de mucosa, edema e necrose. O acometimento
intestinal ocorre predominantemente no íleo terminal ou ceco. A perfuração intestinal
e/ou toxemia podem ser a causa de óbito. Uma forma mais leve da doença (orofaríngea)
encontra-se limitada ao trato digestivo superior e está associada a edema cervical,
linfadenopatia e ulcerações pseudo-membranosas.
Como ela é tratada?
Como a forma
gastrointestinal do anthrax deve ser tratada? A taxa de mortalidade na forma
gastrointestinal da doença é elevada (25 a 60 por cento). Assim como na forma
pulmonar, a doença deve ser tratada agressivamente com a administração parenteral
de antibióticos.
Quais são os diagnósticos diferenciais nas várias formas de anthrax?
(Adaptado de
Dixon, TC et al., 1999)
a. Forma cutânea:
ectima gangrenoso, febre da mordedura do rato, tularemia úlcero-glandular,
peste, linfadenite estafilocócica, tuberculosa cutânea, hanseníase, dentre
outras.
b. Forma gastrointestinal:
febre tifóide, tularemia intestinal, gastroenterite aguda, peritonite, obstrução
mecância, úlceras duodenais ou pépticas.
c. Forma pulmonar:
mediastinite bacteriana aguda, doença dos legionários, psitacose, tularemia,
febre Q, pneumonia viral, histoplasmose (mediastinite fibrose), coccidioidomicose,
ruptura de aneurismas de aorta, síndrome da veia cava superior, silicose e
sarcoidose.
d. Forma meníngea:
hemorragia subaracnóidea, meningite bacteriana e meningite asséptica.
Referências:
1. Dixon,
TC, et al. Anthrax. New England Journal of Medicine, 341:815 (1999).
2. Inglesby,
TV et al. For the Working Group on Civilian Biodefense. Anthrax as a biological
weapon: medical and public health management. JAMA 281:1735 (1999).
3. LaForce,
FM. Clinical features and treatment of anthrax. In UpToDate, Rose BD (Ed),
Wellesley, MA (2001).
4. Lew,
DP. Bacillus anthracis (Anthrax). In: Principles and Practice of Infectious
Diseases, 5th ed, Mandell, GL, Bennett, JE, Dolin, R (Eds), Churchill Livingstone,
New York 2000.
5. Turnbull,
PCB. Guidelines for the surveillance and control of anthrax in human and
animals, 3rd edition. World Health Organization (http://www.who.int/emc)
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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