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Medicina nuclear

Aplicações terapêuticas da medicina nuclear

Além do uso diagnóstico, as radiações ionizantes são freqüentemente utilizadas com finalidade terapêutica, por exemplo na radioterapia do câncer. Os efeitos desejados (interrupção da proliferação e morte celular) dependem da sensibilidade das células e da dose de radiação absorvida, sempre buscando-se irradiar a área lesada sem afetar os tecidos vizinhos.

Ao contrário dos estudos diagnósticos, que geralmente empregam emissores de radiação gama (semelhante aos raios X), os isótopos empregados com finalidade terapêutica na Medicina Nuclear são emissores de partículas beta. Este tipo de radiação tem como característica a deposição de uma grande energia restrita às proximidades do elemento emissor, pois as partículas são bloqueadas em poucos milímetros de tecido.

Para que a radiação atinja as estruturas desejadas é necessário que o isótopo seja concentrado e retido de forma específica pelo órgão alvo, o que permitirá uma alta dose de radiação local e sem lesão dos tecidos próximos. A concentração do isótopo ou dos compostos químicos aos quais se encontre acoplado (radiofármacos) é decorrente de suas características ou da afinidade por diferentes tipos celulares.

Como exemplo temos o tratamento do hipertireoidismo realizado com o iodo-131. O iodo é habitualmente utilizado pela tireóide pois participa da síntese dos hormônios. A administração de grandes doses de iodo-131 (radioativo, emissor de partículas beta) ire levar a destruição de parte das células da tireóide, com o objetivo de se reestabelecer a função normal da glândula.

Parte dos tratamentos é realizada ambulatorialmente, porém, dependendo das características do isótopo e dose administrada, pode ser necessária a internação do paciente. Esta internação, além do melhor controle clínico, permite que se aguarde a eliminação e decaimento do radioisótopo, evitando que outros indivíduos sejam irradiados ou se contaminem acidentalmente.

Fonte: Dr. Marcelo Tatit Sapienza - CRM: 69.553


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