Conforme demonstrado
por um estudo recente realizado no Canadá, a ultra-sonografia
transvaginal é um método superior à
ultra-sonografia transretal no estadiamento do câncer
de reto em mulheres.
De acordo com
o estudo, o exame transvaginal possibilita uma melhor caracterização
das camadas que constituem a parede retal e das estruturas
adjacentes, permitindo definir melhor a extensão
da doença. Além disso, é facilmente
realizado com transdutores comumente utilizados para exames
ginecológicos. As pacientes também podem preferir
o exame transvaginal, tendo em vista o menor desconforto,
afirmam os autores do estudo.
A ultra-sonografia
transretal foi desenvolvida inicialmente para a avaliação
de pacientes com doenças da próstata e do
reto. Apesar de algumas críticas, trata-se de um
bom método que ainda é considerado o padrão-ouro
tendo em vista permitir diferenciar as camadas que constituem
a parede retal. Além disso, grande parte dos pacientes
com câncer de reto é do sexo masculino, podendo
ser submetidos ao exame transretal. O grupo deste estudo
vem trabalhando para obter melhores resultados na avaliação
de neoplasias do reto em mulheres, e os resultados demonstram
que a ultra-sonografia transvaginal é um método
excelente.
Os pesquisadores
também demonstraram que a ultra-sonografia transvaginal
é um bom método para avaliar pacientes com
doenças não-ginecológicas. Além
do estadiamento do câncer de reto, a ultra-sonografia
transvaginal pode ser útil no diagnóstico
de outras doenças intestinais, como os tumores estromais
gastrointestinais, doenças inflamatórias,
fístulas ano-retais, fissuras, tumores e metástases
localizadas no recesso reto-vagina.
Referência:
American Roentgen Ray Society. May 2004.