A classificação
pela mamografia parece ser um preditor de bom ou mau prognóstico, a longo prazo,
de sobrevivência em tumores de 14 mm ou menores.
Tumores de
mama invasivos muito pequenos, de 14 mm ou menores, geralmente têm bom prognóstico.
Entretanto, identificar aquelas mulheres que, eventualmente, vão morrer de câncer
de mama é uma tarefa muito difícil. Terapia adjuvante é, freqüentemente, oferecida
a todas as mulheres com esse tipo de tumor, na esperança de que aquelas de maior
risco se beneficiem. Em artigo publicado na revista Lancet, em fevereiro deste
ano, o Dr. László Tabár e cols utilizaram critérios mamográficos para tentar
prever quais tipos e tamanhos de tumores invasivos teriam melhor ou pior prognóstico.
Sobrevida de 20 anos foi observada em todos os tipos de tumores, exceto para
aqueles com calcificação periférica, que tiveram uma sobrevida de 55%. Tumores
de 1 a 9 mm, com esse tipo de calcificação, foram responsáveis por 73% de todas
as mortes por câncer de mama nesse grupo. Os pesquisadores concluíram que, se
esses achados puderem ser confirmados nos dez anos posteriores de acompanhamento,
as implicações para o tratamento desses tumores serão substanciais.
Referência:
Lancet 355(9202):429-33, 05/Fev, 2000.