Síndrome Pré-Menstrual
A síndrome
pré-menstrual, uma condição cíclica comum em mulheres
jovens e de meia idade, é caracterizada por sintomas físicos e
emocionais que ocorrem de forma consistente durante a fase lútea do ciclo
menstrual.
As pacientes com sintomas
afetivos mais graves recebem o diagnóstico de transtorno disfórico
pré-menstrual.
Embora a etiologia dessas
condições não seja conhecida, pesquisas sugerem a participação
de distúrbios na regulação neuro-hormonal e de neurotransmissores.
A síndrome pré-menstrual
e o transtorno disfórico pré-menstrual são diagnósticos
de exclusão; portanto, explicações alternativas para os
sintomas devem ser levadas em consideração antes de estabelecer
esses diagnósticos. Essas condições podem apresentar um
amplo espectro de sintomas, incluindo depressão, labilidade emocional,
dor abdominal, mastalgia, cefaléia e fadiga.
Mulheres com sintomas leves
devem adotar mudanças no estilo de vida, como manter uma dieta saudável,
com restrição de sal e cafeína, prática de atividade
física e redução do estresse.
Algumas estratégias
de suporte, como um diário de sintomas, podem ser úteis no diagnóstico
e controle dessas condições. Em pacientes com sintomas moderados,
a abordagem terapêutica inclui o uso de medicamentos e mudanças
no estilo de vida.
Alguns suplementos, como
o cálcio, podem trazer benefícios. Os inibidores seletivos da
recaptação da serotonina, como a fluoxetina e sertralina, são
os agentes farmacológicos mais eficazes.
Os inibidores das prostaglandinas
e diuréticos podem aliviar os sintomas. Existem poucas evidências
de que os agonistas do GnRH, agentes androgênicos, estrógeno, progesterona
ou psicotrópicos sejam eficazes, e os efeitos colaterais limitam o emprego
desses medicamentos.
Sintomas
comuns da síndrome pré-menstrual
Alterações
comportamentais: fadiga, insônia, vertigem, alterações
no interesse sexual e hábito alimentar
Alterações
psíquicas: irritabilidade, humor deprimido, ansiedade, tensão,
labilidade do humor, dificuldade de concentração, confusão,
perda de memória, inquietação e baixa auto-estima
Sintomas físicos:
cefaléia, hipersensibilidade e aumento de volume das mamas, dor lombar
ou abdominal, edema de extremidades, retenção hídrica,
náuseas, dores musculares e articulares
Critérios diagnósticos da síndrome pré-menstrual
National Institute
of Mental Health
Uma elevação de pelo menos 30% na intensidade dos sintomas da
síndrome pré-menstrual (medida com um instrumento padronizado)
entre o 5º e 10º dia do ciclo mestrual, em comparação
com o intervalo de 6 dias que antecedem o início do período
menstrual e documentação dessas alterações em
um diário de sintomas por pelo menos 2 ciclos consecutivos.
University of
California (San Diego)
Pelo menos um dos seguintes sintomas afetivos/somáticos durante os
5 dias que antecedem a menstruação em todos os 3 últimos
ciclos menstruais:
Sintomas afetivos: depressão, irritabilidade,
ataques de raiva, ansiedade, confusão e problemas de relacionamento
pessoal
Sintomas somáticos: hipersensibilidade das
mamas, empachamento, cefaléia, edema de extermidades. Melhora dos sintomas
entre o 4º e 13º dia do ciclo menstrual
Diagnóstico
O American College of Obstetrics
and Gynecology (ACOG) recomenda a utilização dos critérios
diagnósticos para a SPM estabelecidos pela University of California (San
Diego) e o National Institute of Mental Health.
Em mulheres com sintomas
disfóricos graves e alterações significativas, alguns critérios
podem ser utilizados para o diagnóstico de TDPM. Todos esses critérios
ressaltam a importância da periodicidade e intensidade dos sintomas.
Critérios
para o diagnóstico do Transtorno disfórico pré-menstrual
Pelo menos 5 dos seguintes
sintomas na maioria dos ciclos menstruais do ultimo ano, por maior parte da
última semana da fase lútea, melhorando após alguns dias
da fase folicular e ausentes na semana posterior à menstruação,
com pelo menos um deles sendo o item 1, 2, 3 ou 4:
1. Humor
deprimido, falta de perspectivas ou pensamentos auto-depreciativos;
2. Ansiedade ou tensão exacerbada;
3. Labilidade emocional (por exemplo, tristeza acentuada
ou maior sensibilidade à rejeição);
4. Irritabilidade acentuada e persistente, ou problemas de
relacionamento pessoal;
5. Perda do interesse em atividades habituais (trabalho,
escola, amigos, lazer);
6. Dificuldade de concentração;
7. Letargia, fadiga ou perda de energia;
8. Alterações do apetite, com alimentação
excessiva ou fissura por certos alimentos;
9. Hipersônia ou insônia;
10. Sensação de perda do auto-controle;
11. Outros sintomas físicos, como hipersensibilidade
ou aumento de volume das mamas, cefaléia, dores musculares ou articulares,
sensação de “empachamento” ou ganho de peso.
Referências
1. National Institute of Mental Health.
2. University of California.
3. American College of Obstetrics and Gynecology (ACOG
Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br
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