A osteoporose é uma doença que acomete o sistema
esquelético, enfraquecendo os ossos e aumentando
o risco de fraturas. Nos EUA, mais de 10 milhões
de pessoas sofrem de osteoporose e quase 19 milhões
apresentam redução da densidade mineral óssea.
Entre
4 e 6 milhões de mulheres brancas na pós-menopausa
sofrem de osteoporose, enquanto 13 a 17 milhões apresentam
redução da densidade mineral óssea.
Cerca de metade das mulheres brancas sofrem alguma fratura
óssea devido à osteoporose durante a vida.
Com uma população de idosos cada vez maior,
o número de pacientes com osteoporose e fraturas
relacionadas à doença vem aumentando progressivamente.
Morbidade e as despesas financeiras também são
cada vez mais significativas.
Os fatores que aumentam o risco de osteoporose incluem:
1. Sexo feminino, caucasianas ou asiáticas,
com baixa estatura e magras, e história familiar
de osteoporose (uma mulher cuja mãe sofreu fratura
de quadril relacionada à osteoporose tem risco duas
vezes maior de apresentar uma fratura semelhante).
2. Tabagismo, ingestão excessiva
de álcool e cafeína, sedentarismo e dieta
pobre em cálcio.
3. Dieta inadequada e saúde precária.
4. Síndrome de má absorção
(os nutrientes não são absorvidos adequadamente
pelo sistema digestivo), como na doença celíaca,
por exemplo.
5. Níveis reduzidos de estrógeno,
como na menopausa, após a remoção cirúrgica
dos ovários ou com a quimioterapia (no tratamento
do câncer de mama, por exemplo). A quimioterapia também
pode causar menopausa precoce devido à toxicidade
sobre os ovários.
6. Amenorréia (interrupção
da menstruação) em mulheres jovens também
causa redução dos níveis de estrógeno
e osteoporose. A amenorréia pode ocorrer em mulheres
que realizam atividade física intensa ou com pequena
quantidade de gordura corporal (na anorexia nervosa, por
exemplo).
7. Doenças crônicas, como
a artrite reumatóide e a hepatite C crônica
(uma infecção do fígado).
8. Imobilização, após
um acidente vascular cerebral, por exemplo, ou qualquer
condição que dificulte a deambulação.
9. Hipertireoidismo, uma condição
caracterizada por níveis elevados de hormônios
tireoideanos (produzidos pela tireóide, como na doença
de Graves, ou devido à ingestão excessiva
desses hormônios).
10. Hiperparatiroidismo, uma doença
na qual ocorre produção excessiva de hormônios
da paratireóide (pequenas glândulas localizadas
próximo à tireóide). Normalmente, esses
hormônios são responsáveis pela manutenção
dos níveis sangüíneos de cálcio.
Quando não tratada, a doença provoca a remoção
do cálcio ósseo e, conseqüentemente,
a osteoporose.
11. Deficiência de vitamina D. A
vitamina D promove a absorção de cálcio
pelo organismo. Em quantidades inadequadas, o organismo
não é capaz de absorver a quantidade necessária
de cálcio para evitar a osteoporose. A deficiência
de vitamina D pode ser causada pela falta de absorção
intestinal da vitamina, como na doença celíaca
e na cirrose bilar primária.
12. Alguns medicamentos podem causar osteoporose,
incluindo a heparina (um anticoagulante), anticonvulsivantes
- como a fenitoína e o fenobarbital - , e o uso prolongado
de corticosteróides - como a prednisona.
Segundo pesquisadores,
uma mutação genética que causa uma
síndrome rara caracterizada por ossos mais resistentes
pode representar uma esperança para novos tratamentos
para pacientes com osteoporose.
Em um estudo
com uma família, pesquisadores mostraram que uma
mutação em um gene específico é
responsável pela síndrome hereditária,
caracterizada por aumento da densidade mineral óssea
e mandíbula quadrada. O mesmo gene – conhecido
por LRP5, sigla em inglês de low-density lipoprotein
receptor-related protein 5 – já foi descrito
em uma doença hereditária caracterizada por
diminuição da massa óssea.
De acordo
com os autores do novo estudo, esses achados ressaltam a
importância do gene LRP5 sobre a massa óssea
– e sugerem que, na população geral,
variações genéticas podem ajudar a
determinar a vulnerabilidade à osteoporose.
Além
disso, como os autores escreveram no The New England Journal
of Medicine, os resultados sugerem que uma nova droga pode
ser desenvolvida para aumentar a densidade mineral óssea.
Nesse trabalho,
os autores estudaram uma família com a síndrome.
Sete membros apresentavam densidade mineral óssea
bastante aumentada, com mandíbulas quadradas e uma
protrusão do teto da cavidade oral.
Os pesquisadores
identificaram uma variação do gene LRP5 em
todos os indivíduos acometidos. Além disso,
estudos laboratoriais demonstraram que a mutação
aumentou a atividade de uma proteína denominada Wnt,
através da inibição de outra proteína
chamada Dkk-1 que, segundo os especialistas, pode explicar
os efeitos da mutação.
Dessa forma,
acredita-se que uma droga com ação semelhante
sobre a proteína Dkk pode tratar ou prevenir a osteoporose.
O aspecto mais importante desse estudo é que ele
indica que uma medicação capaz de impedir
a ligação da Dkk ao gene LRP5 é capaz
de promover a formação óssea. Esse
será, sem dúvida, um dos objetivos das próximas
pesquisas.