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Achados do Power Doppler na doença inflamatória pélvica aguda

Os achados do power Doppler em 30 pacientes submetidas a laparoscopia pela suspeita de doença inflamatória pélvica (DIP) aguda foram avaliados e comparados com outro grupo constituído de 20 mulheres com hidrossalpinge. O objetivo do estudo da University of Helsinki foi avaliar a utilidade da ultra-sonografia com power Doppler transvaginal e determinar a relevância diagnóstica dos achados ultra-sonográficos. Os achados mais característicos incluíram uma estrutura em forma de pêra ou septada preenchida por líquido, o sinal da roda dentada, ou o sinal do colar de contas. O power Doppler foi utilizado para avaliar a rede vascular da massa anexial, enquanto o Doppler de pulso foi usado para determinar o índice de pulsatilidade (IP). Entre as 30 mulheres com suspeita de DIP, demonstrou-se a doença por laparoscopia em 20 casos.

As pacientes com salpingite aguda apresentaram uma massa anexial sem característica cística, alongada, mal definida e destacada do ovário na escala de cinza, e o power Doppler demonstrou uma hiperemia compatível com inflamação. Todas as pacientes com piossalpinge apresentavam uma massa cística em forma de pêra e um espessamento da parede tubária (>5 mm), e na maioria dos casos foram observados septos incompletos ou o sinal da roda dentada. Identificou-se uma massa anexial em uma paciente com um abscesso tubo-ovariano, não sendo demonstrada a anatomia tubária e ovariana.

Essas características ultra-sonográficas foram significativamente mais freqüentes em mulheres com DIP quando comparado com o grupo de pacientes com hidrossalpinge. Em relação ao IP, o estudo mostrou valores bem inferiores no grupo com DIP. "Esse estudo demonstrou que a DIP aguda e a hidrossalpinge não-aguda podem ser diferenciadas através da ultra-sonografia transvaginal. Com um operador experiente e equipamentos modernos, é possível identificar todos os casos de DIP e distinguir as formas leves e graves da doença."

Referência:
P Molander et al. Transvaginal power Doppler findings in laparoscopically proven acute pelvic inflammatory disease.
Ultrasound Obstet Gynecol 2001(March); 17:233-237


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