A tumorigênese
mamária é um continuum desde lesões
pré-invasivas até o câncer de mama precoce
e doença avançada.
Neste artigo,
são analisados os dados que apóiam o uso do
anastrozol como inibidor de aromastase em mulheres na pós-menopausa.
Em doença
avançada, o anastrozol tem um benefício de
sobrevivência significativo e vantagem de tolerabilidade
comparado ao acetato de megestrol quando utilizado em um
tratamento de segunda linha.
Como terapia
de primeira linha, o anastrozol prolonga significativamente
o tempo de progressão comparado ao tamoxifeno em
mulheres com a doença de hormônio receptor
positivo (HR+).
No ambiente
adjuvante, o anastrozol tem eficácia superior e tolerabilidade
comparada ao tamoxifeno em pacientes diagnosticadas precocemente
e aquelas que já receberam tamoxifeno como adjuvante,
2 ou 3 anos antes.
Portanto, o
anastrozol deveria ser considerado uma opção
preferencial de tratamento para mulheres na pós-menopausa
com câncer de mama precoce com HR+. Além disso,
o anastrozol tem eficiência pré-operatória
em tumores grandes ou localmente avançados com HR+.
Finalmente, o anastrozol reduz a incidência do câncer
de mama contralateral comparado ao tamoxifeno em mulheres
com câncer de mama precoce de HR+ e, também,
é um agente quimio preventivo potencial. O anastrozol
é colocado para ser o cuidado padrão para
mulheres na pós-menopausa com doença HR+ em
todo o desenrolar do câncer de mama. Os dados extras
de estudos em andamento esclarecerão futuramente
o papel do anastrozol pelo continuum e responderão
perguntas sobre o tempo e a duração ideal
de tratamento.
Referência:
Breast Cancer Research Institute (Instituto de Pesquisa
do Câncer de Mama - La Prandie, Valojoulx, França.