Após 3 exames consecutivos normais, o teste
de Papanicolaou pode ser realizado menos freqüentemente em mulheres de baixo
risco (até a cada 3 anos), de acordo com a interpretação do médico.
Mulheres com 1 fator de risco para câncer do
colo uterino devem continuar o rastreamento anual.
As alterações das células escamosas são divididas
em 3 categorias: ASCUS (células escamosas atípicas de significado indeterminado),
LIEBG (lesão intra-epitelial escamosa de baixo grau) e LIEAG (lesão intra-epitelial
escamosa de alto grau).
Em aproximadamente 20% dos casos, a citologia
ASCUS é sugestiva de LIE subjacente.
A LIEBG pode indicar lesão de alto grau em
5% a 40% dos casos, apesar de câncer invasivo ser raro.
Geralmente, uma curetagem endocervical (CEC)
é realizada durante a colposcopia para avaliar o canal endocervical.
Se um exame colposcópico com biópsia confirmar
a presença de LIEAG, o tratamento com a ablação ou eletrocirurgia está sempre
indicado. O tratamento também está indicado em pacientes com LIEBG confirmado
pelo exame histológico e persistente por 6 meses.
A escolha da crioterapia, ablação com laser
ou ressecção em alça - com índices semelhantes de cura e complicações -, deve-se
basear na experiência do médico, o tamanho e a localização da lesão, e a necessidade
do exame patológico do material.
A avaliação adequada de AGUS (células glandulares
atípicas de significado indeterminado) consiste de colposcopia com biópsia,
CEC e, em mulheres acima de 35 anos, biópsia endometrial.
Fatores de risco
Lesão cervical
Alteração em Papanicolaou prévio
Falha no acompanhamento
Doenças sexualmente transmitidas
Comportamento sexual de alto risco
Imunocomprometimento
Legenda
TRE: terapia de reposição estrogênica
ASCUS: sigla, em inglês, de células
escamosas
atípicas de significado indeterminado