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Melhorando a avaliação ultra-sonográfica em pacientes com extra-uterina

Radiologistas do Brigham and Women's Hospital, em Boston, publicaram um estudo retrospectivo com o objetivo de melhorar a avaliação ultra-sonográfica em pacientes com gestação extra-uterina (GE). O estudo, publicado no Journal of Ultrasound in Medicine, comparou a ecogenicidade dos anexos em mulheres com GE (grupo de estudo = 39 pacientes) em relação à ecogenicidade do ovário ipsilateral. Além disso, compararam a ecogenicidade do corpo lúteo e do ovário em mulheres com gestação intra-uterina (grupo controle = 45 pacientes).

Todas as pacientes com GE incluídas no estudo foram submetidas a intervenções cirúrgicas para a confirmação dos achados. A ultra-sonografia foi realizada por via transvaginal, complementada pelo exame transabdominal quando necessário. Várias pacientes com GE (40%) não apresentavam massa visível na ultra-sonografia transvaginal, ou apresentavam massa sólida mas não era visualizado o anel tubário. Este anel representa o tecido trofoblástico em desenvolvimento, semelhante ao saco ecogênico encontrado em gestações intra-uterinas resultado da associação do tecido decidual e trofoblástico.

Em 88% das pacientes com gestação tubária contendo saco gestacional ou atividade cardíaca, a ecogenicidade foi maior que a ovariana.Em 77% das mulheres com anel tubário vazio, a ecogenicidade foi maior que a do ovário. Em comparação, a parede do corpo lúteo foi mais ecogênica que o estroma ovariano em apenas 7% dos casos. Essa análise quantitativa apresenta importantes implicações no diagnóstico correto e precoce da GE. Os autores ressaltam que esses achados não são infalíveis e citam um exemplo de um anel ecogênico associado com um corpo lúteo hemorrágico numa paciente com uma gestação intra-uterina e idade gestacional muito precoce para ser identificada.

Eles concluem que 'em pacientes com massas anexiais próximas ou adjacentes ao ovário, principalmente quando se observa corpo lúteo relevante e ipsilateral à massa, a avaliação da ecogenicidade relativa da massa com o ovário normal e o corpo lúteo pode ser importante para o diagnóstico de GE.'

Referência: Mary C Frates et al. Comparison of tubal ring and corpus luteum echogenicities. Ultrasound Med 2001 (January) 20:27-31.

Editora responsável: Dra. Elisabete Almeida - drabetty@lincx.com.br


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